Jogar na altitude



A derrota de virada do São Paulo, 4 a 3 para o Bolívar, ontem, em La Paz, reacendeu o fogo daqueles que clamam pelo veto a jogos de futebol em cidades como a boliviana, 3.600 metros acima do nível do mar. Na fase de grupos, São Paulo e Atlético-MG terão que enfrentar o The Strongest em La Paz e podem penar com a altitude, como parece ter ocorrido com o tricolor no jogo de ontem.

Eu, particularmente, sou contra o veto a cidades como La Paz. Se é uma vantagem para o time da casa jogar lá, acostumado que está com a altitude, faz parte do jogo e do esporte. Da mesma forma uma equipe acostumada com o frio sai em vantagem quando enfrenta em temperaturas abaixo de zero um time “tropical”. Ou times de regiões nórdicas podem ter problemas ao jogarem fora de casa sob um calor de 40 graus.

Antes que me lembrem que a Conmebol proibiu que times que não tenham aeroportos distantes até 100 km da cidade que representam terem sido obrigados a mandar jogos em outras localidades, digo que são duas coisas diferentes. O clube mandante tem que dar boas condições ao visitante, inclusive um aeroporto nas proximidades e estádio em ordem. E isso não tem relação nenhuma com questões climáticas ou de altitude. É um direito dos times bolivianos e da seleção local atuar em La Paz. Os adversários que se preparem para jogar nas alturas. Fisica e emocionalmente.



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