Torcida dividida



Indagado pelo repórter Tiago Maranhão, do Premiere/Sportv, domingo, Valdívia se irritou sobre o assunto, mas a torcida do Palmeiras segue dividida em relação ao apoio ao time. Enquanto parte dela, ligada a uma organizada, segue pegando no pé de boa parte dos jogadores, inclusive do chileno, vaiado contra o Penapolense, outra, que fica nas “sociais”, aplaudia o atleta e incentivava seus companheiros.

A nova diretoria do Palmeiras acabou de entrar, Omar Feitosa, que assumiu a gerência de futebol, tem perfil diferente de César Sampaio, seu antecessor, deve ser mais rígido com os jogadores, e assim como José Carlos Brunoro, diretor executivo, e Paulo Nobre, o novo presidente, precisam de tempo pra trabalhar.

Um dos problemas do futebol é que a torcida quer resultados pra ontem e isso não acontece só no Verdão. No Flamengo, cujo novo presidente, Eduardo Bandeira de Mello, venceu a eleição em dezembro passado, a pressão é parecida, embora ele já tenha avisado que não fará loucuras, tentando colocar primeiro em ordem as finanças do Mengão, pra lá de comprometidas.

A tendência é que Nobre e sua diretoria façam uma série de modificações, especialmente no departamento de futebol, mas isso leva tempo e não adianta a torcida ficar hostilizando e ameaçando A ou B, pichando muros e partindo para a violência, o que só prejudica ainda mais o ambiente, vide os mandos de jogos que o time perdeu no Brasileirão do ano passado. Por mau comportamento de parte de sua torcida, aliás, parte que está longe de representar o todo.

Há os que querem melhorar, há os que querem simplesmente tumultuar o ambiente com o uso de ameaças e violência (física ou moral). A relação com esses últimos torcedores, alguns deles atrelados a organizadas, é um dos nós para a nova direção palmeirense desatar. Pois o último presidente até ameaçado de morte foi, seu diretor de futebol teve a lanchonete de que é dono invadida, jogadores precisaram de segurança particular na reta final do Brasileiro e a confusão acabou na esfera policial, já que ultrapassa os limites do futebol. E do bom senso, que lamentavelmente na sociedade de hoje poucos têm.



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