Kleina em xeque



Gilson Kleina não está seguro no Palmeiras. O novo presidente, Paulo Nobre, que não foi responsável por sua contratação no ano passado, quer avaliar o trabalho do técnico que, se não mostrar serviço, deve dançar ainda no primeiro semestre.

Nem todas as correntes políticas do Palestra que apoiaram Nobre defendem o treinador, visto como fraco, sem experiência e competência para ajudar o Palmeiras na fase complicada em que se encontra. É o caso do grupo do ex-presidente Mustafá Contursi, para quem Kleina não tem capacidade para dirigir o time na Libertadores nem é o homem certo para comandar a campanha na Série B.

Paulo Nobre e José Carlos Brunoro, novo diretor executivo do clube, devem dar um tempo para avaliar o desempenho de Kleina, que tem justificado os maus resultados desde que assumiu o time no ano passado pela falta de bons jogadores. O técnico tem exigido reforços da diretoria. O principal até agora foi o goleiro Fernando Prass, que falhou no primeiro gol do Penapolense. Outros, no entanto, não vieram e Kleina, que ainda perdeu Marcos Assunção para o Santos, tem falado na necessidade de pelo menos cinco contratações.

A interlocurores tanto Nobre quanto Brunoro reconhecem que o Palmeiras precisa de reforços, mas disseram que o time não pode perder jogos como o de domingo, no Pacaembu, pois o grupo é mais forte que o Penapolense, que jogou com dez durante a maior parte do segundo tempo. Avaliam que o esquema tático adotado não foi o ideal, os jogadores seguem inseguros e a comissão técnica não consegue iplantar um estilo de jogo.

Vale lembrar que o ex-técnico da Ponte Preta foi contratado durante o segundo turno do Brasileirão com a difícil missão de salvar o time da queda para a Série B. Não conseguiu e ainda foi eliminado da Sul-Americana pelo Millonarios, levando humilhantes 3 a 0 na Colômbia.

O que sei é que a torcida, que está dividida em relação ao time, uma parte o hostilizando, outra o apoiando, deve ter paciência. Nobre acabou de assumir e precisa de apoio. Até para fazer as mudanças necessárias, que não são poucas. E podem passar, eventualmente, por mudanças na comissão técnica, dependendo da avaliação do trabalho de Kleina, que começou a ser feita pela nova gestão.



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