Bebeto e a guerra política



O convite de José Maria Marin para ex-jogador Bebeto coordenar as categorias de base da CBF tem um viés político. Para o presidente da confederação é uma forma de colocar um homem de sua confiança e que não seja atrelado a Andrés Sanchez, ex-diretor de seleções da entidade.

Tanto Marin quanto Marco Polo Del Nero, presidente da Federação Paulista de Futebol, vice mais velho da CBF e desafeto de Andrés, Bebeto sempre foi fiel se posicionou ao lado dos dois nos conflitos da alta cúpula do futebol brasileiro, ao contrário do ex-jogador Ronaldo, que é visto como partidário do ex-dirigente corintiano.

Tanto Bebeto quanto Ronaldo integram o Conselho de Administração do COL, o Comitê Organizador Local da Copa-2014. Bebeto, ao contrário de Ronaldo, é tido como figura apagada por Marin e Del Nero e um bom cumpridor  de ordens.

Além do convite para trabalhar na base e fazer parte do COL, onde tem papel decorativo, Bebeto é deputado estadual (PDT) no Rio. Ronaldo, que comanda a empresa de marketing esportivo 9ine, deve passar dois anos em Londres, aperefeniçoando-se na função de executivo.

A crise na gestão das categorias de base do futebol brasileiro, que não é de hoje, estourou com o fiasco da seleção sub-20 no Sul-Americano da categoria. Comandado por Emerson Avila e contando com o meia Mattheus, filho de Bebeto, no time, o Brasil foi eliminado logo na primeira fase, ficando entre os dois últimos colocados do torneio. A Argentina também caiu fora logo e ambos não conseguiram vaga para o Mundial Sub-20.

Jorginho, técnico do Bahia, chegou a ser convidado por Marin para treinar a seleção sub-20, mas depois foi descartado, com a justificativa de que teria passado a informação à imprensa antes do anúncio oficial.



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