Ameaças a Neymar, de novo



Merece atenção o depoimento de Nunes, do Botafogo-SP, sobre Neymar, ameaçando o santista e retomando um velho assunto no futebol: o direito de um craque fazer firulas. Ele não existe? Elas têm que ser combatidas com violência? As autoridades esportivas devem ficar em cima do caso, que é gravíssimo. Cabe aqui proteger o talento, que não deve se intimidar com ameaças. Um alerta para os árbitros.

O que disse Nunes ao Globoesporte.com? “Pensei dez vezes, ia quebrá-lo todo. No lance em que ele ia tentar a carretilha, ia grudá-lo na tela. Não admito falta de respeito.” Depois amenizou para seu lado, dizendo que não vai ser desleal, mas acrescentou: “Uma hora ele vai pegar um cara que não pensa como eu e vai ficar ruim.”

O problema é pegar um cara justamente como ele, que confessou que pensou em grudar Neymar na tela. O que é isso? Pior que vi e ouvi muita gente criticando o santista, “acusando-o” de abusar de firulas e provocações ao rival, como se não pudesse, por exemplo, passar os pés sobre a bola, tentar a carretilha, jogar para a plateia. São os mesmos que defendem o “politicamente correto” e acham politicamente incorreto você dar um show que, como reconhece o próprio Nunes, é bonito para quem está na plateia. Se não é para quem está em campo _e entendo que não tenha sido para ele, Nunes_, não é “grudando o sujeito na tela” que você resolve a questão.

Pior é depois escutar o jogador reclamando da arbitragem e dizendo que ela protege Neymar. Não acho que proteja, mas deveria proteger não só o santista, como todo craque, e punir o agressor. Futebol não se ganha com ameaças. Entendo a irritação do jogador botafoguense, mas ele deveria se preocupar em jogar bola e não em ficar fazendo ameaças. E deveria ter sido instruído neste sentido em Ribeirão Preto. Pelo jeito não foi.



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