Brasil na Libertadores-13



E não é que a Conmebol quer fazer um plano de marketing para valorizar a Libertadores e conseguir mais patrocínios e contratos comerciais tendo como pano de fundo o futebol brasileiro? Na estratégia da entidade o foco será a importância que os clubes daqui têm dado à competição, que virou verdadeira obsessão nacional.

E de fato os brasileiros no passado não davam o valor que hoje imputam à Libertadores. O momento da mudança começou com o São Paulo, no início dos anos 90, ganhando duas vezes seguidas a competição e conseguindo o bi mundial no Japão, ao bater Milan e Barcelona. E culminou com as conquistas do Corinthians em 2012, ganhando a Libertadores do Boca, no Pacaembu, e o Mundial do Chelsea, em Yokohama, em título marcado pela invasão de seus torcedores.

Por trás da estratégia dos brasileiros também estão a globalização do futebol e o desejo de internacionalizar a marca, além da própria decadência dos Estaduais, que ocupam boa parte do primeiro semestre e perderam o glamour há mais de década. O formato do Brasileirão, que coloca em jogo não apenas a disputa do título, mas também outras três vagas para a Libertadores (sendo duas para a Pré), é outro fator que ajudou na valorização do torneio continental.

Não por acaso a Conmebol resolveu acatar pedido dos brasileiros e reforçar a segurança nos estádios, criar um comitê disciplinar e impedir que um time mande seus jogos em local que não tenha um aeroporto a até 100 km de distância.

Para a Libertadores de 2013, ainda mais do que nos anos anteriores, o Brasil vai com tudo. Estará, pelo menos em tese, muito bem representado no torneio. Apesar de o maior destaque ser o Corinthians, não creio em favoritismo dos atuais campeões. O Fluminense, que venceu o Brasileirão e nunca ganhou a Libertadores, entra com tanta força quanto. Terá o risco, no entanto, de poder enfrentar logo na primeira fase outro brasileiro, o Grêmio, que disputa Pré-Libertadores contra a LDU, do Equador. Grêmio, diga-se de passagem, que além de ser um time copeiro, é muito bem dirigido por Vanderlei Luxemburgo.

Já o Atlético-MG, ótima novidade na competição, é sinal de futebol bonito e ofensivo. Pode até não ganhar, mas tem condições de dar espetáculo. E caso o São Paulo vença o Bolívar, na Pré-Libertadores, terá o time paulista em sua chave.

Dos brasileiros, até pelo momento difícil que atravessa, a maior incógnita é o Palmeiras, mesmo tendo um grupo fácil pela frente, com Sporting Cristal, do Peru e Libertad, do Paraguai, além de Tigre, da Argentina, ou Deportivo Anzoátegui, da Venezuela.

Um ponto que não entendo e acho que pode ser modificado em anos vindouros é o campeão da Sul-Americana ter que disputar a Pré-Libertadores. Poderia, a meu ver, ganhar vaga direta para a Libertadores, algo que em um momento até pensei que acontecesse, depois vi que não.

E uma dificuldade que todos terão para 2013 e pode complicar a competição é que ela será interrompida por conta da Copa das Confederações. Depois das quartas de final, em maio, semifinais e finais só em julho. E entre maio e junho muita coisa pode acontecer. Para o bem ou para o mal.

Libertadores à parte, um ótimo 2013 a todos, volto a postar na quinta, mas até lá, dentro do possível, tento responder os comentários de vocês.



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