Felipão: ingerência zero



Ao contrário do que fazia com Mano Menezes, quando dava palpites e influenciava na convocação e escalação da equipe, José Maria Marin não terá ingerência nenhuma no trabalho de Luiz Felipe Scolari.

O técnico, assim como fazia seu antecessor, irá mostrar ao presidente da CBF a lista dos convocados pelo menos 48 horas antes de anunciá-la, ma já deixou claro que não fará mudanças, goste dela ou não a cúpula da entidade.

Ao assumir o comando da seleção uma das exigências de Scolari foi justamente essa, a de que não teria ingerência em seu trabalho, condição com a qual Marin aceitou.

Scolari tem total confiaça de Marco Polo Del Nero, presidente da Federação Paulista de Futebol, vice da CBF e mentor de Marin na confederação. Marin, no entanto, tem pouco trânsito com o novo treinador do Brasil. Foi por isso, aliás, que bancou a contratação de Carlos Alberto Parreira, de quem Del Nero não é fã. Será Parreira, que terá a função de coordenador técnico, quem fará o meio-campo entre Marin e Scolari, funcionando como uma espécie de interlocutor do dirigente.

Del Nero se opôs ao nome de Parreira, já que não aprovou seu trabalho na Copa de 2006, quando foi chefe de delegação e Parreira era o técnico. Na ocasião, Parreira perdeu o controle da equipe, que se dividiu em dois grupos, um liderado por Ronaldinho Gaúcho, o outro, por Kaká. Marin, no entanto, gosta de seu trabalho e insistiu que Scolari não trabalharia sozinho, dividindo a responsabilidade com o técnico campeão em 1994, mesmo tendo ele, Felipão, a palavra final sobre esquema tático, convocação e escalação da equipe.

Em relação a Rodrigo Paiva, assessor de imprensa da CBF, não goza da confiança absoluta de nenhum dos dois _Scolari e Parreira. Felipão tem sua própria equipe de assessoria de imprensa, com a qual trabalha há mais de dez anos e que levou para a Copa de 2002, na Coreia e no Japão. Já Parreira nunca teve problemas com Paiva, mas soube das críticas de Dunga ao trabalho do assessor, que teria jogado contra o hoje treinador do Inter durante a Copa de 2010. E Parreira gosta muito de Dunga, que foi seu capitão no tetra e cujo trabalho na seleção teria sido minado em mais de uma ocasião por Paiva.

Enfim, bom trabalho aos dois, Felipão e Parreira, que pegam a seleção em décimo oitavo no ranking da Fifa, herança do trabalho (trabalho?) de Mano Menezes. Pra quem diz que a queda é por conta de o Brasil não disputar as eliminatórias, não é bem assim, não. Os amistosos, a qualidade dos adversários e os resultados obtidos contam. E o empate com a Colômbia, em campo neutro, além da derrota para a Argentina, em Buenos Aires, ambos sob o comando de Mano, pesaram negativamente. Mas dias melhores virão. Espero.

Bom Natal a todos que comemoram a data _e aos que não comemoram também_, quarta volto a postar, mas até lá, dentro do possível, sigo respondendo os comentários de vocês.



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