A ordem é ficar no topo



A direção corintiana agora faz planos para manter o clube no topo, tendo como foco dois times europeus: o Manchester United e o Barcelona.

Do primeiro quer copiar algumas ações de marketing, que tornaram sua marca forte em outros continentes, como Ásia e América, além de montar um time competitivo que esteja sempre brigando por títulos. “Não dá pra vencer todas, mas dá pra  lutar por todos os títulos que disputarmos”, diz o presidente Mário Gobbi. Do segundo a ideia é importar o forte investimento nas categorias de base.

O Corinthians, que andou tendo dificuldades pra formar jogadores, pretende se tornar referência com a conclusão de um CT para as divisões de base, que deve ficar pronto em 2014, o ano da Copa no Brasil.

Com o contrato com a Nike, que vai render 30 milhões de reais ao clube por ano até 2022, a multinacional prepara uma campanha publicitária para faturar em cima da conquista no Japão, apresentando o Timão como a equipe de torcedores mais fanáticos do mundo. Em breve as camisas do time estarão disponíveis nas lojas da empresa nos cinco continentes.

Outro foco é explorar o estádio, que deverá ficar pronto daqui a um ano. Além de vender os “naming rights” _após a conquista no Japão voltou-se a falar em negociar o direito de nomear a arena por 400 milhões de reais_, o objetivo é transformá-la em centro de referência no Brasil, utilizando-a 365 dias por ano e transformando-a em outra boa fonte de recursos.

O programa Fiel-Torcedor deve ser aperfeiçado e ganhar novas adesões, assim como já se estuda a ideia de fazer pré-temporadas no exterior, com foco nos Estados Unidos, Ásia e Europa. já a partir de 2014 ou 2015.

Um mapeamento dos torcedores corintianos, em São Paulo e em outras regiões do país, deve ser feito no ano que vem. O Corinthians espera que a torcida cresça e se consolide como a maior do Brasil, deixando o Flamengo em segundo lugar, explorando principalmente a região Nordeste.

Campanha direcionada aos torcedores que foram ao Japão também está na mira. A ideia aqui é incentivá-los a encher os jogos pela Libertadores-2013 que o Corinthians disputar fora de casa. Dados das duas principais agências de turismo que venderam pacotes para o Japão indicam que 30,4% dos torcedores que foram ao Mundial saíram pela primeira vez do país para acompanhar a epopeia na Ásia. Os outros 69,6% já haviam ido ao exterior antes da viagem ao Japão.

Apesar de a Fifa ter estimado em cerca de 28 mil a 30 mil torcedores corintianos na final em Yokohama, na direção corintiana há quem apresente números maiores. O próprio Mário Gobbi chegou a dar entrevistas para a imprensa inglesa e japonesa dizendo que havia 50 mil corintianos , incluindo brasileiros que moram no Japão e foram para Nagoya e Yokohama apoiar o time.

Aos demais clubes brasileiros, em vez de desanimar, resta traçar o próprio planejamento para tentar evitar que o Corinthians inicie hegemonia no futebol local parecida com a de alguns clubes europeus em seus países. A história apenas começou e a certeza de que, se chegar ao topo é complicado, manter-se lá pode ser ainda mais difícil. O tempo dirá…



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