As lições de Tite



Ainda sobre a conquista do Corinthians, assunto que segue como principal notícia esportiva e vai continuar por um tempo, queria tratar um pouco do trabalho do Tite.

O técnico gaúcho deu uma lição ao futebol brasileiro, mostrando que um time é um conjunto que, se bem administrado, pode ir muito longe, como foi o Corinthians. Ele tinha o time nas mãos, um objetivo e o grupo todo se uniu para consegui-lo.

Lembro quando Tite afastou Júlio César, colocando Cássio em seu lugar. Na época questionei muito a decisão, achando que poderia estar sinalizando que o goleiro era o responsável pela fase do time, eliminado no Paulista, não entendendo como tinha apostado tanto nele pra tirá-lo de uma hora pra outra e… Com o passar do tempo não tenho nem o que dizer. Apenas reconhecer que Tite acertou, Cássio, seu talento, sua humildade, sua garra e sua elasticidade estão aí pra provar. E Júlio César seguiu no elenco, entendendo que o novo titular era melhor e estava em melhor fase. Tite mostrou que conhece o grupo.

Nas duas partidas no Japão, Casagrande deixou claro que não apostava em Guerrero. Tite apostou e ele fez os dois gols. Como reconheceu Casão, quem está no dia a dia com os jogadores é o técnico, que deve saber melhor o que faz. Tite soube, o que não acontece com todo mundo, já que mesmo estando no dia a dia podemos tomar as decisões erradas. Em cada escolha há sempre um risco.

E o que dizer da entrada de Jorge Henrique na final? Outra decisão acertada do treinador, cuja saída tinha sido pedida por parte da torcida, em 2011, a diretoria resolveu bancá-lo e o resultado está aí.

Mais uma vez meus parabéns ao Tite, à direção corintiana (atual e anterior), aos jogadores e à torcida, que invadiu o Japão e foi apontada por duas redes de TV norte-americana como a mais fanática do mundo, pela conquista. Que todos saibam curtir e administrar a vitória. Pois se saber perder é uma arte, saber vencer também é. E talvez seja uma arte até mais complicada.



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