Neymar + 10?



Será que o Santos em 2013 continuará sendo Neymar mais dez? Segundo insiste o vice-presidente Odilio Rodrigues, não. Ele afirma que a torcida terá gratas surpresas para a próxima temporada e que o Santos virá forte, como deseja Muricy Ramalho.

Espero que esteja certo, embora eu tenha cá minhas dúvidas. O comitê gestor do Santos há algum tempo não vem se entendendo, seja sobre a saúde financeira do clube, seja sobre o planejamento para o futebol. Não foi por acaso que um dos seus integrantes, Eduardo Vassiomon, com passagem pela direção do banco Itaú, pegou o boné e saiu. E o presidente Luís Álvaro teria ficado chateado com Pedro Luiz Conceição, outro membro do conselho, devido à confusão que marcou  saída de Paulo Henrique Ganso da Vila.

As cobranças públicas de Muricy Ramalho, exigindo contratações, também têm irritado os membros do conselho, que acham que o técnico joga pra galera e não conseguiu armar o Santos, que era um com Neymar e outro completamente diferente sem o craque.

Há membros da direção que não engoliram as atuações do Santos na Libertadores, não só nos dois jogos contra o Corinthians, mas também nos dois contra o Vélez, quando o time só avançou depois da decisão por pênaltis e até hoje responsabilizam Muricy por isso. Sem falar na postura apática do time na final do Mundial de Clubes do ano passado, quando levou de quatro para o Barça.

Nos últimos dias o Santos tentou se reforçar com o meia Montillo, do Cruzeiro, o atacante Willian José, do São Paulo, além de procurar reforços no exterior, incluindo Alexandre Pato, também desejado pelo Corinthians, Robinho e, nas últimas horas, o atacante Júlio Baptista, atualmente no futebol espanhol. Não teve sucesso em nenhuma das investidas, mas deve insistir em algum desses nomes, além de outros indicados por Muricy.

Se não conseguir e o técnico não usar de criatividade para montar o time, o Santos de 2013 poderá ser o mesmo de 2012: um com Neymar, outro sem a estrela. E a torcida quer um pouquinho mais. Não de Neymar, que tem se mostrado um tremendo profissional, mas da diretoria e da comissão técnica.  Lembrando que ano que vem não haverá Libertadores, competição para o qual o time não conseguiu vaga, e o foco principal deverá ser mesmo o Brasileirão, ao contrário de 2012, até porque o Paulista anda desvalorizado pacas e ninguém dá muita atenção a ele, ao contrário do que acontecia em décadas passadas.



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