Del Nero x Sanchez



A grande briga deflagrada nos últimos dias e que terá sérias repercussões na CBF e no futebol brasileiro é entre Marco Polo Del Nero e Andrés Sanchez, que já não se bicavam há tempos.

Com a saída de Sanchez da CBF, depois de ter sido fritado por Del Nero e Marin no processo de demissão de Mano Menezes, pela primeira vez em quase três décadas haverá um movimento de oposição na entidade, o que é ótimo para o futebol brasileiro. Partido único não dá e levou à situação atual, com a seleção, especialmente depois de 2006, muito maltratada.

Vale lembrar que a eleição para a sucessão de José Maria Marin, que fica no cargo até 2015, será em abril de 2014, antes da Copa no Brasil. Ou seja, o desempenho da seleção no Mundial não vai afetar o resultado das urnas, exatamente como queria Ricardo Teixeira, o responsável pela antecipação da eleição.

Sanchez deve tentar o apoio dos clubes, alguns dos quais chegaram a se atritar com ele devido às negociações dos contratos de TV que afundaram de vez o Clube dos 13. As federações tendem a se dividir, já que muitas estão descontentes com o papel de Del Nero, que faz de Marin uma verdadeira marionete e se tornou o todo-poderoso da CBF.

Até 2014 muita água vai rolar. O próprio Ronaldo, que é muito mais ligado a Andrés do que a Del Nero/Marin, não descarta lançar candidatura própria. E temos ainda as investigações sobre Del Nero ligadas à Operação Durkheim da Polícia Federal. Dependendo de como elas forem encaminhadas, devem parar no Comitê de Ética da Fifa, que pode, em caso extremo, até pedir a expulsão do dirigente de seu Comitê Executivo.

Sanchez também é ligado ao PT e tem ótimo trânsito com Lula, ao contrário do presidente da Federação Paulista de Futebol e do próprio Marin, oriundo da ditadura e que até hoje vinha sendo evitado pelo governo federal.

Depois de 2014 muita coisa vai mudar no futebol brasileiro, para melhor ou para pior. Mas algo positivo, insisto, é não termos chapa única na CBF e podermos ver o aparecimento de um movimento forte de oposição. Espero que prospere, embora eu ainda prefira uma terceira via, que pode aparecer, por que não?

Ah! E, como disse um jornalista amigo meu, o fiel da balança talvez seja a Globo. A emissora é parte importantíssima do jogo e da disputa. A partida só está começando…



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