Calendário europeu no fim?



A proposta de mudança no calendário do futebol europeu, cuja temporada passaria a acontecer de janeiro a dezembro, tem conquistado força no Velho Continente.

Com apoio dos técnicos Alex Ferguson e Roy Hodgson, Arsene Wenger, que dirige o Arsenal, segue defendendo a ideia. Ele não vê sentido numa temporada que começa em agosto de um ano e termina em junho do seguinte, com jogos realizados no rigoroso inverno europeu. E mais: acha que seria uma oportunidade para adequar o calendário ao asiático, aumentando o intercâmbio com China e Japão, que hoje estão com uma situação financeira mais favorável do que a da zona do euro.

Na França e na Itália há dirigentes que defendem o fim do atual calendário europeu e pretendem levar a proposta à Uefa, entidade que dirige o futebol do continente e é presidida pelo francês Michel Platini. A Bundesliga, porém, já se manifestou contra e defende que a mudança, se ocorrer, seja feita com a anuência de todos os países que adotam o chamado calendário europeu.

Apesar do nome _calendário europeu_, países do leste, caso da Rússia, já realizam seus campeonatos de março a outubro/novembro, devido ao gélido inverno da região.

Para o Brasil, se a mudança acontecer _não vejo perspectivas de que ocorra no curto prazo, até devido aos contratos comerciais já firmados_, seria uma ótima. Porque, ao se adequarem ao calendário asiático, os europeus estariam se adequando também ao calendário brasileiro.

Com mudanças ou não na Europa, seguimos precisando de um calendário mais enxuto para o Brasil, que contemple interesses de clubes de diferentes portes e a seleção. Defendo a redução da participação dos grandes nos Estaduais _ou até o fim de sua participação em tais campeonatos_ e que eles sejam realizados com a presença dos pequenos, que busquem vagas na Copa do Brasil e na Série D do Nacional. Do jeito que está é que não pode ficar.

O que lamento é que, enquanto os europeus se mexem, pelo menos discutindo possíveis mudanças, no Brasil cada um pensa no próprio umbigo e o debate parece adiado, adiado e adiado, quando deveria estar na pauta do dia. Mas com os dirigentes que nós temos, com raras exceções, fica difícil vislumbrar uma luz.



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