As explicações de Del Nero



Confesso que não entendi as explicações de Marco Polo Del Nero, que teve documentos e computadores em sua casa apreendidos em operação pela Polícia Federal.

Segundo o presidente da Federação Paulista de Futebol e vice da CBF, o episódio não tem relação nenhuma com suas atividades no futebol. Mesmo assim, achei que o dirigente ficou devendo uma satisfação melhor à sociedade, mesmo que o caso esteja sob segredo de Justiça.

Ele teria contratado uma prestadora de serviços, que teria caído na mira da PF, para ter informações sobre uma determinada pessoa. Queria dados sobre sua vida pretérita, como colocou em nota oficial, registros forenses que constassem em nome dela bem como indicações sobre seu comportamento moral e social. Aliás o próprio termo “comportamento moral e social” é bem relativo. Do que se trata?

Enfim, a empresa contratada teria avançado nas investigações e oferecido a Del Nero um relatório sobre mensagens que a dada pessoa teria enviado a terceiros, o que ele diz ter recusado e, assim, rompido o contrato.

Agora que a empresa é investigada, parte da chamada “Operação Durkheim”, registros de serviços prestados ao presidente da FPF teriam sido encontrados e daí a busca e apreensão de documentos e computadores em sua casa. Tudo bem, Del Nero diz que não pode nominar as pessoas envolvidas no episódio, afirma que contratou a empresa via internet, que não há ligação com o esporte, que está tudo certinho, mas… Confesso que não entendi. Talvez até pelo segredo de Justiça.

Ah! E as explicações que ele teve de dar foram na Delegacia de Repressão aos Crimes Financeiros, embora garanta que nenhum crime financeiro foi a ele imputado. Enfim, mais confusão para o lado da CBF. Porque, segundo Andrés Sanchez, quem manda mesmo na entidade é Marco Polo Del Nero. José Maria Marin seria apenas um fantoche dele. Será?



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