O futuro sem Mano



A saída de Mano Menezes, que, a meu ver, fez um péssimo trabalho como técnico da Seleção, pode trazer novos ares ao futebol brasileiro.

José Maria Marin não é bobo. Vinha descontente com o treinador que herdou de Ricardo Teixeira há tempos. Ele acha que sua administração como presidente da CBF só será bem avaliada se a Seleção reconquistar a torcida e fizer uma belíssima campanha em 2014. Sentia que, nas mãos de Mano, as chances de o Brasil se sair bem eram remotíssimas, tanto que ele, Marin, teve que intervir nas convocações do técnico, exigindo a presença de Diego Cavalieri e Fred, para ficar em apenas dois exemplos, no Superclássico das Américas.

Para Marin, que gosta de lembrar que tentou a carreira como jogador do São Paulo e, ao contrário de Teixeira, é boleiro, Mano não conseguia impor um padrão de jogo ao time, passava a imagem de uma Seleção decadente, não tinha carisma com a torcida e tampouco se saía bem com a imprensa.

Sem Mano, a Seleção pode receber uma boa dose de oxigênio dependendo de quem vier. Temos técnicos competentíssimos tanto no Brasil quanto no exterior, como venho dizendo há muito tempo. A safra de jogadores é boa. Mano Menezes, com todo respeito, é que não estava preparado para dirigir a Seleção. Que tenha sucesso em outras empreitadas e que o Brasil, sem ele, reencontre suas raízes e recupere o tempo perdido de 2010 pra cá.



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