O choro é livre



O brasileiro Luiz Adriano, que desrespeitou o “fair play” e marcou para o Shakthar Donetsk quando os adversários estavam parados para atendimento a um jogador, segue alvo de críticas na Europa e fora dela.

Deve ser mesmo julgado na próxima terça e espero que seja punido. Não defendo o “politicamente correto”, mas se há prêmio para o “fair play”, o chamado “jogo limpo”, por que não punir quem o desrespeita como fez Luiz Adriano?

Não se trata de uma jogada qualquer. Os Nords, time da Dinamarca, venciam por 1 a 0, o árbitro interrompera o jogo devido à contusão de um atleta, o brasileiro Willian deu um chutão para a frente, todos pararam para esperar o atendimento menos Luiz Adriano. O atacante pegou a bola quando todos estavam parados, driblou o goleiro e anotou o gol. Para piorar, depois do jogo usou as redes sociais para dizer que “o choro é livre”.

Ontem, diante do anúncio de que será julgado pela Uefa, a entidade que administra o futebol europeu, disse que só entendeu o que aconteceu quando viu o vídeo da partida e pediu desculpas. Então tá.

Não sei se a atitude de Luiz Adriano reforça a imagem que muitos têm do brasileiro, que é a do “malandro esperto”, “malandro esperto” quem nem sempre se dá bem, mas o lance me trouxe à mente trechos da biografia de Hope Solo, goleira da seleção norte-americana de futebol.

No livro que lançou nos Estados Unidos, ela cita algumas vezes as meninas brasileiras. Elogia nosso estilo de jogar, mas diz estranhar o comportamento das jogadoras, que ficam muito focadas no árbitro, tentando enganá-lo, simular faltas, fingir que foram agredidas, cavar pênalti, fazer cera…

Quem acompanhou o Brasileirão deste ano e segue de perto (ou mesmo de longe) nosso futebol pode ver que não é uma característica apenas do nosso futebol feminino. Pelo jeito foi importada do masculino, porque muitas vezes os atletas parecem mesmo mais interessados em enganar a arbitragem do que em jogar futebol.



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