A saída de Renê Simões



Muito se falou sobre a saída do técnico da direção das categorias de base do São Paulo. Foram apontados vários motivos, entre eles o fato de Renê Simões ter mantido atividades paralelas, como a de palestrante e consultor, não se dedicando exclusivamente ao São Paulo.

Pelo que apurei, no entanto, o principal motivo para ele ter deixado o Morumbi foi a constante ingerência do presidente Juvenal Juvêncio em seu trabalho. A amigos, Simões reclamava que não tinha autonomia e que não é fácil trabalhar sob o comando de um dirigente que acha que dá mais conta do recado do que o contratado.

Sem o ex-diretor, o São Paulo segue com problemas na base. Tem ótimos jogadores, mas se vê sem condições de aproveitar todos e o assédio de empresários nas divisões de baixo segue grande. Não será surpresa se jovens talentos formados pelo Tricolor forem parar em outros clubes de SP e de outras regiões do país.

Agora sem Simões os representantes de Juvenal nas categorias de base seguem dando as cartas e passando relatórios semanais ao presidente, como faziam quando o ex-técnico mandava no setor. Algo, aliás, que incomodou muito o então responsável pela base, que se sentia vigiado e sem autoridade para chefiar o departamento.

Não é fácil trabalhar num clube onde o poder é muito centralizado. Para Renê Simões, pelo menos, não foi. Acabou pegando o boné e agora conversa com a cúpula da CBF para ver se assume o papel que tinha Ney Franco na confederação. Amigo de José Maria Marin, Juvenal não aconselha a contratação de Simões, embora Marco Polo Del Nero, presidente da Federação Paulista de Futebol e mentor de Marin, veja nele um excelente nome para a base da CBF. E, sinceramente, eu também vejo.



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