Série A ou Copa do Brasil?



Se você perguntasse para um palmeirense se ele preferia ficar na Série A e perder a Copa do Brasil ou caiu para a B e vencer o torneio que dá uma vaga na Libertadores, o que ele responderia? Imagino que boa parte ficaria com a primeira opção.

A questão é que não acho que uma coisa exclua a outra. O Palmeiras poderia ter vencido a Copa do Brasil mesmo sem abrir mão do Brasileirão.

Insisto há tempos que a estratégia adotada por Luiz Felipe Scolari foi de alto risco. Como foi a de Tite, que deu prioridade total à Libertadores, e a do próprio Muricy, que também apostou suas fichas no torneio sul-americano. Mas Tite tinha um elenco melhor e viu o Corinthians crescer no Brasileiro, e Muricy tinha Neymar, embora o segundo semestre do Santos tenha sido quase todo pra cumprir tabela.

O Palmeiras, nas dez rodadas iniciais do Nacional, parecia que não estava no torneio. E talvez tenha acreditado que, quando começasse a jogar, a situação seria modificada na hora, como ocorreu com o Corinthians. Não foi e segue até agora na zona de rebaixamento. Ainda dá pra escapar, mas seria um milagre. Teria que vencer os três jogos _ou ganhar dois e empatar um_ e torcer por seguidos tropeços de Portuguesa, Bahia e Sport (de pelo menos dois deles).

Faltou planejamento e faltou visão à comissão técnica e à diretoria palmeirense. Talvez tenha sido soberba. O que sei é que não precisava ser uma coisa ou outra. O Palmeiras poderia ter ganho (como poderia ter perdido) a Copa do Brasil sem ter deixado de lado o Brasileiro. São Paulo e Grêmo fizeram isso. Lutaram pela Copa do Brasil _ok, pararam nas semifinais, o que faz parte do jogo_ sem deixar o Nacional em segundo plano. Hoje os paulistas estão em quarto, fechando o G4, os gaúchos são vice, com vaga direta na Libertadores (pelo menos até aqui). E fizeram o mesmo com a Sul-Americana. Dedicaram-se a ela sem se esquecer do Brasileirão. O Grêmio caiu nas quartas de final, o que também faz parte do jogo (e que derrota dramática na quinta), o São Paulo segue vivo, partindo pras semifinais.

Que sirva de lição para outras equipes em outros campeonatos vindouros. Em vez de ou um ou outro, por que não um e outro? E antes que digam que sou contra priorizar um torneio, não é verdade. Sou a favor. Contanto que o outro não fique relegado ao décimo plano, numa estratégia de extremo risco, que pode acabar num desespero total, caso do Palmeiras em 2012.



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