Os protestos contra Marin



Militantes do Partido Comunista Revolucionário (PCR), com auxílio do Levante Popular da Juventude, que se intitula movimento social de esquerda, preparam novos protestos contra o presidente da CBF, José Maria Marin.

A ideia é organizar um abaixo-assinado contra o dirigente e apresentar um pequeno dossiê sobre a trajetória política de Marin à Fifa e ao mundo durante o sorteio dos grupos da Copa das Confederações, que será em dezembro, na capital paulista.

No último domingo fizeram uma manifestação em São Paulo acusando Marin de ter sido um dos instigadores do assassinato do jornalista Vladimir Herzog, que morreu vítima de tortura durante o regime militar. O atual presidente da CBF, que nega as acusações, apoiava a ditadura e foi um dos maiores críticos da atuação de Herzog na direção de jornalismo da TV Cultura.

Marin, deputado estadual pela Arena na época da prisão e do assassinato de Herzog, era fã do trabalho de Sérgio Fleury, do Departamento Estadual de Ordem Política e Social. O delegado foi acusado de tortura e assassinato de opositores do regime.

Nos tempos da ditadura Marin foi vice-governador biônico de Paulo Maluf, chegando a comandar o governo de SP durante dez meses no início dos anos 80, quando o titular pediu desligamento para se candidatar a deputado federal. Curiosamente hoje Maluf está na base aliada do governo Dilma, que tem mantido distância de Marin, assim como fazia com Ricardo Teixeira, de quem o presidente da CBF era o vice mais velho.

O departamento de comunicação da Fifa não quis se pronunciar sobre o protesto de domingo nem sobre possíveis novas manifestações, limitando-se a dizer que “confia na capacidade do governo brasileiro de dar segurança a todas as etapas do evento”, referindo-se à Copa de 2014.



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