Adriano na Gávea



Adriano continua dando o que falar. Ontem li na “Folha” artigo de Ruy Castro sobre o atacante, em que o escritor e jornalista dizia que a tendência é que logo, logo o caso deixe as páginas de esporte e pare em outros cadernos dos jornais.

Fiquei me perguntando se isso já não aconteceu e acho que, em parte, sim. Mas ele vai continuar dando o que falar no setor esportivo pelo menos até a eleição presidencial do Fla, que acontece em 5 de dezembro. Pois é pauta para os outros candidatos, embora Patricia Amorim, que tenta a reeleição, prefira fugir do assunto.

Para Patricia, a missão, em relação a Adriano, foi cumprida. Para Zinho, que gerencia o futebol do Fla, a saída do atleta foi boa para as duas partes. Mas a oposição não entende assim e deve insistir na tese de que o jogador não passou de uma tentativa da atual presidente de dar uma resposta à torcida pelo fiasco com Ronaldinho Gaúcho.

Com salários atrasados, o atacante, hoje no Galo, fez da dirigente e do Fla reféns. Derrubou o técnico Vanderlei Luxemburgo no início do ano, atrapalhou a pré-temporada do clube, bateu de frente com dirigentes do marketing e das finanças, chegando a deixá-los em situação constrangedora perante a torcida e a imprensa e saiu do Mengo pra atuar _e muitíssimo bem_ pelo Atlético-MG. Ainda tem um processo contra o Fla, em que tenta receber cerca de 40 milhões de reais pela falta de pagamento.

No segundo semestre, diante do pífio desempenho no Brasileirão, Patricia apostou em um nome literalmente de peso, mesmo sabendo que as chances de ele jogar eram mínimas, vide o que aconteceu no Corinthians. Queria segurar Adriano até as eleições, como um trunfo de campanha. Não conseguiu. O próprio atacante jogou a toalha, deixando Patricia e Zinho, que insistiam em segurá-lo no clube, em situação desconfortável.

Depois de perder a corrida para a reeleição como vereadora no Rio,  candidata joga todas as fichas no Fla. Mas deve direcionar a campanha para discussões sobre a sede social e os esportes ditos amadores, fugindo não só do caso Adriano, mas dos mandos e desmandos no futebol, cujo departamento segue de mal a pior, com um nome no comando após o outro e ninguém sabendo direito quem dá as cartas no setor. Resta saber se os candidatos da oposição concordam com ela. Os sócios, talvez, mas boa parte dos torcedores certamente não.



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