SP na Copa-2014



Prefeito eleito de São Paulo, Fernando Haddad enfrenta nos bastidores resistência para estruturar o Comitê Municipal da Copa, que dá assistência à Secretaria Especial de Articulação para o Mundial de 2014.

A menos de dois anos do evento, ele pretende colocar técnicos, gestores e profissionais do mercado para agilizar a preparação de São Paulo, que anda devagar, quase parando. Quer ações conjuntas de secretarias como Esportes, Transportes, Educação e Cultura, além da SPTuris, empresa de turismo e eventos da cidade de São Paulo. A ideia é montar uma força-tarefa para apresentar resultados em curtíssimo prazo, pois terá menos de 18 meses para deixar a capital paulista pronta para o Mundial.

O problema, porém, está nas resistências políticas. O PCdoB, partido aliado do PT nas eleições municipais e parte da base de apoio do governo Dilma, quer cuidar do setor, como já vem fazendo _e mal_ na administração federal. O objetivo é ficar com a Secretaria de Esportes e as ações ligadas à Copa, aparelhando a máquina com quadros partidários, ou seja, quadros políticos e não técnicos.

O nome sugerido para a pasta de Esportes, por exemplo, é o de Orlando Silva, ex-ministro de Esporte de Dilma Rousseff que saiu do governo com o ministério atolado de denúncias de corrupção e irregularidades. Tentou uma vaga pra vereador em SP e foi rejeitado pelas urnas. Agora quer “recomeçar” com um cargo de secretário.

Nádia Campeão (PCdoB), vice de Haddad e ex-secretária municipal de Esportes no governo Marta Suplicy, tem tentado acalmar os quadros de seu partido para ver se o prefeito consegue colocar gestores no lugar de políticos, o que seria ótimo para SP.

Espero que consiga, embora não seja fácil. As alianças de campanha cobram seu preço. Não é só o PCdoB, não. O PP, de Paulo Maluf, quer ficar com a Cohab, trabalhando na habitação de SP. Argumenta que já “administra” o Ministério das Cidades no governo Dilma e quer seguir na mesma área na gestão Haddad. É a mesma justificativa do PCdoB pra ficar com Esportes, afinal a pasta no governo federal foi “terceirizada” para o partido. Primeiro com Agnelo Queiroz, hoje no PT, depois com Orlando Silva e agora com Aldo Rebelo, que também é do partido comunista.



  • Tiago

    Tem tb. aquela outra coisa discutida outro dia, q. é o pedido de anistia dos tributos municipais dos quatro grandes. O Kassab você disse que ia dar anistia, todos apoiaram o Haddad em troca da anistia. Será que ele vai anistiar? Aqui no Rio é o mesmo problema, os clubes querem incentivos e terrenos públicos mas vivem sem pagar impostos (ou atrasando impostos, dando calote, essas coisas que a gente lê toda hora nos jornais).

    • janca

      O Kassab queria dar anistia, mas uma liminar “bloqueou” o processo. Felizmente. Andrés Sanchez, ex-presidente corintiano e atual diretor de seleções, é petista de carteirinha, fez campanha pelo Haddad, mas o presidente do Corinthians, Mário Gobbi, ficou neutro. Palmeiras e São Paulo apoiaram a candidatura do Haddad, esperando uma anistia não só em relação aos tributos municipais, mas também aos federais _Haddad, afinal, tem bom trânsito com a Dilma, de quem foi ministro. Sobre o não-pagamento de impostos, calote etc. etc. etc, são fatores que me fazem ser contra benefícios e recursos públicos para entidades privadas, como os clubes de futebol, que deveriam dar, no mínimo, uma contrapartida ao poder público. E nem isso muitas vezes eles dão.

      • janca

        Ah! E ontem acho que havia uma chamada no “Estadão”, salvo engano, dizendo que as dívidas dos clubes com o município (SP) chegavam a 107 milhões de reais. E é bom deixar claro que estamos nos referindo aos clubes paulistanos, Corinthians, Palmeiras, Portuguesa e São Paulo. O Santos não entra na conta, claro, é do litoral paulista.

  • Mario

    os americanos q são felizes por ter apenas 2 grandes partidos , essa politicagem sempre atrasando o pais

    • janca

      Sei não, Mario. Eu acho importante uma terceira via, inclusive porque democratas e republicanos estão cada vez mais parecidos. Assim como PT e PSDB no Brasil.

  • Fabio

    Eu já ví esse filme, todo mundo sabe que não vale a pena ver de novo.

    Vão encher de novo São Paulo de corruptos; o pior, gente que já tem história.

    O povão que votou nesse lixo nem vai saber desses cargos pra pessoas sujas.

    Maluf na Cohab? kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk “Ele roubou mas fez”.

    Não acredito que a maior cidade do país vai andar pra trás….acaba mundo logo…

    • janca

      Eu não estou tão descrente assim, embora Maluf ganhando a Cohab ou seja lá o que for realmente é dose.

  • Francotimão

    É muito dificil, Janca, acreditarmos em politicos uma vez q salvo raríssimas excessões, estão lotados em uma msm panela, funda e suja, o levar vantagem é salmodiado pela classe politica q em maioria sufocam e fazem sucumbir qualquer politico honesto, trabalhador e competente, sinto muito, mas a muito tempo estou completamente descrente na politica e nos politicos e, não vejo ao longo desses anos qualquer vento contra esse estado de coisas…Abs!!!!!

    • janca

      Eu também ando com os pés atrás faz tempo em relação à política, acho que precisaríamos de uma verdadeira reforma no setor, mas não interessa justamente aos políticos, que fazem a festa… Pra eles. Mesmo assim ainda acho que boas iniciativas podem ser tomadas e precisamos de mais técnicos, gestores, executivos sérios, enfim, pra tocar a administração. Não faz sentido lotear ministérios e secretarias e aparelhá-los com um propósito de permanência no poder, o poder pelo poder.

  • Vinicius Posterari

    Orlando Silva é o tapa na cara que faltou ao povo de São Paulo depois da eleição.

    Vai ficar difícil saber quem é mestre e quem é pupilo entre os ex-ministros. Um é acusado de desvios de verba que deveriam ser destinados ao bolsa-atleta, etc. O outro era sub-secretário de finanças na gestão Marta durante a assinatura de contratos fraudulentos e super-faturados para a coleta de lixo na cidade.

    O Haddad está com um discurso razoável pós-eleição, mas essa é a prova que eu preciso (mas espero não ter) pra me certificar da eleição de um cara que além de incompetente (não acho necessário citar as peripécias no Ministério da Educação) seria também de conduta duvidosa.

    Espero estar errado, sinceramente. Não torço contra, diferente de oposições de clubes de futebol e aquela orquestrada pelos petistas durante a gestão FHC. O tempo dirá e espero que o Haddad rebata minhas críticas com um trabalho competente e íntegro a frente da cidade.

    Se ele fizer como disse que vai (oposto ao comportamento de Lula) e não partidarizar o governo da cidade, já será um grande avanço no meu conceito.

    Veremos…

    • janca

      Oi Vinicius. Eu, ao contrário de você, acho que o Haddad é um cara preparado, não vejo nele a conduta duvidosa que você cita aí e tenho gostado das declarações pós-eleição. Mas declarações são uma coisa, quero ver a prática. Se lotear as secretarias por acertos políticos infelizmente vai começar mal a administração. Mas claro que torço a favor, pois torço pela cidade e pelo país. Como você bem disse, aguardemos…

      • Vinicius Posterari

        Janca,

        Concordamos nas declarações pós-eleição, discordamos no preparo dele, mas quando eu falei de conduta duvidosa seria no caso da indicação do Orlando Silva. Acho que não deixei claro mesmo.

        Ele tem, além de qualquer outra coisa, uma motivação pra fazer dar certo. Então, apesar de não gostar da eleição dele, torço para que faça um bom governo e até acho que há boas chances disso acontecer. As declarações dele no pós-eleição foram de muito bom tom e maduras, sem falar que é vital para o projeto de hegemonia no PT melhorar sua imagem em São Paulo.

        Abs

        • janca

          Ah! Agora entendi melhor. No caso do Orlando, dada a forma como saiu do Ministério do Esporte _e dadas as irregularides e denúncias na pasta que comandou_ acho que está longe de ser o nome ideal para comandar o esporte em SP. Há nomes melhores. E precisamos de técnicos e gestores, não de políticos que tenham de ser acomodados aqui e acolá por puro interesse (deles e não nosso). Abs.

  • Ton

    Se no lugar de políticos tivessemos gestores, os serviços públicos seriam infinitamente melhores!

    E se no lugar de “torcedores”, também tivessemos gestores, clubes grandes como Verdão, Mengão e o Gigante da Colina não estariam nessa situação.

    • janca

      Concordo, Ton.

MaisRecentes

Pela saída de Levir



Continue Lendo

Apoio a Jô



Continue Lendo

Os preços da Seleção



Continue Lendo