Um juiz de brincadeira



O árbitro Francisco Carlos Nascimento, que apitou Inter x Palmeiras, está de brincadeira. Na súmula do jogo ele escreve que nada houve de anormal no jogo, isso ao preencher o item ocorrências/observações.

Deveria explicar como fora avisado que Barcos marcara com a mão. Foi mesmo o quarto árbitro, Jean Pierre Gonçalves Lima? Se não, quem o avisou? Se foi o delegado do jogo, Gerson Antonio Baluta, é gravíssimo e um erro de direito. Se foram usadas imagens de TV, idem.

A grande questão, insisto, não é discutir se foi com a mão ou não _claro que foi_ ou se houve pênalti no lance _eu marcaria, depois de ver o replay, embora seja questão de interpretação. A discussão deveria ser como o gol foi anulado. E se foi anulado pelo delegado, com informações de uma repórter da Band, a Taynah Espinoza, é gravíssimo. Repórter não é pago (ou paga) pra avisar delegado ou ajudar na anulação de um gol, mesmo que tenha sido irregular.

Em relação ao Barcos, ele alega que sofreu pênalti e diz ter fingido que o gol foi com a cabeça com receio de que 15 milhões de palmeirenses o matariam. Não julgo a atitude do argentino, embora tenha sido patético ver alguns jogadores do Palmeiras brigando contra a imagem e sinalizando para o juiz que ele havia marcado com a cabeça, brigando contra a imagem.

A diretoria do Palmeiras segue perdida, tentando pressionar a arbitragem na reta final do Brasileirão. Mas o juiz, que nem puniu Barcos por ter fingido que o gol foi de cabeça, está de brincadeira. A súmula do jogo é uma piada de mau gosto. Ele tem que esclarecer se imagens de TV foram usadas como recurso, o que é proibido, e qual a participação (se é que houve) do delegado na anulação do gol, já que não cabe a ele avisar o árbitro sobre a irregularidade.

Errar é humano, mas a arbitragem neste Brasileirão está metendo os pés pelas mãos. E a CBF, que deveria trabalhar para melhor o nível da arbitragem, segue tomando medidas paliativas, medidas, como disse certa vez, pra inglês ver.



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