Clubes pedem anistia



Dirigentes dos quatro principais times da capital paulista devem se reunir nas próximas semanas com assessores de Fernando Haddad, prefeito eleito pelo PT, para discutir suas dívidas com o município.

Corinthians, Palmeiras, Portuguesa e São Paulo insistem na anistia dos débitos de entidades esportivas que utilizam áreas públicas da cidade. Projeto em tal sentido já foi encaminhado à Câmara de Vereadores por Gilberto Kassab (PSD), mas acabou suspenso por liminar.

Os clubes argumentam que não faz sentido pagarem as dívidas, pois se consideram verdadeiras áreas de lazer, têm torcedores em todo o país e representam o Brasil no exterior, argumentos que, a meu ver, são extremamente frágeis e não justificam o pedido. Se contraíram as dívidas e até agora não conseguiram quitar, devido em boa parte às suas más administrações, não faz sentido receberem um prêmio da administração pública. E se eles são verdadeiras áreas de lazer, como dizem, vale lembrar que não são abertos ao público, mas aos sócios, que têm de pagar para usar suas instalações.

Além das dívidas com o município os grandes da capital vão mais longe. Esperam também que Haddad faça uma ponte com a presidente Dilma Rousseff, de quem aguardam uma medida provisória para anistiar suas dívidas em relação aos tributos federais. A ideia é usar Andrés Sanchez, diretor de seleções da CBF e ex-presidente corintiano, como intermediário nas conversas com o novo prefeito paulistano, que assume o posto em janeiro.

Vale lembrar que, durante a campanha em São Paulo, dirigentes de Corinthians, Palmeiras e São Paulo chegaram a manifestar apoio ao candidato do PT em evento no Sindicato dos Engenheiros. Manuel da Lupa, presidente da Lusa, não compareceu, mas fez questão de enviar uma carta explicando a ausência. Só a dívida da Lusa com o município estaria na casa dos 13 milhões de reais. Os quatro receberam terrenos públicos para usar, não pagaram aluguel nem deram contribuições sociais em troca, como era esperado. E agora querem que tudo seja “zerado”. Às custas de quem? Do contribuinte, que nestes, como em tantos outros casos, nem consultado é.



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