A mão de Barcos



O que mais me chamou a atenção no gol de mão de Barcos foi ver a reclamação dos palmeirenses, com alguns jogadores em campo insistindo que o argentino havia marcado com a cabeça. A imagem era clara. O golcontra o Inter fora com a mão.

O árbitro Francisco Carlos Nascimento chegou a apontar para o centro do gramado, o bandeirinha também, mas segundo a TV Globo o quarto árbitro teria percebido o toque de mão e avisou o juiz.

Na saída os jogadores e a comissão técnica do Palmeiras reclamaram, dizendo que quem anulou o gol foi delegado da CBF, que teria visto o lance pela TV. E a TV não pode ser usada pela arbitragem. Mas será que foi realmente isso? Gilson Kleina afirmou que lhe disseram que sim, mas não quis _ou não soube_ dar os nomes aos bois. E Barcos, que certamente sabia que marcara com a mão, saiu correndo para evitar a imprensa no gramado assim que o jogo terminou.

Mais um jogo com arbitragem fraca, mas não foi por conta dela que o Palmeiras perdeu. Em vez de olhar para os problemas internos é sempre mais fácil arrumar um inimigo externo e mudar o foco.

Não acho que aí esteja a melhor estratégia a seguir, inclusive porque faltam cinco jogos e ainda dá pra reagir. Com Atlético-GO e Figueirense com um pé e meio cada na Série B, há dois rebaixados a definir. Palmeiras, Sport, Bahia e Portuguesa lutam pra não cair. E como Lusa e Bahia se enfrentam no domingo que vem um dos dois _ou os dois_ vai perder pontos. Esperança, para o lado do Palestra, ainda há, embora ela tenda a diminuir se o time entrar numa de ficar chorando o leite derramado e criticando a arbitragem. O problema do Palmeiras é outro. O presidente Arnaldo Tirone que o diga.



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