Polêmica CBF x COB



A cúpula do COB tenta se reaproximar da CBF depois da última cisão entre as duas entidades em Londres-2012, mas até aqui não vem tendo muito sucesso, não.

O racha ocorreu por conta do credenciamento olímpico de José Maria Marin. O presidente da CBF ficou sem crachá e se irritou com Carlos Arthur Nuzman, dizendo a interlocutores que o comandante do COB pouco fez para lhe arrumar uma credencial com acesso a todos os eventos em Londres.

Na explicação do COB, o pedido de Marin foi feito fora do prazo, já que a CBF, ainda na gestão Ricardo Teixeira, quando foi feito o credenciamento, não demandara crachá com acesso a todos os eventos para seu presidente.

A cisão entre as duas entidades aumentou ainda mais depois das declarações do prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), para quem a organização da Copa-2014, ao contrário da preparação para a Olimpíada-2016, não vai bem.

Na visão da CBF, os comentários de Paes, reeleito em primeiro turno para mais quatro anos de mandato, jogaram uma cortina de fumaça sobre o mau momento vivido pelo COB e os organizadores dos Jogos do Rio. A organização não deu maiores explicações sobre furto de informações de Londres-2016 que culminou na demissão de nove funcionários do comitê.

Além do furto de dados sigilosos, também estaria incomodando o COB as denúncias da Confederação Brasileira de Desportos no Gelo, que acusa o comitê, entre outras coisas, de ter invadido sua sede no Rio.

Marin não gostou da declaração de Paes já que, além de presidente da CBF, ele comanda o Comitê Organizador Local para a Copa 2014, assim como Nuzman dirige o COB e o Comitê Organizador Local para os Jogos 2016.

Quem respondeu ao prefeito do Rio defendendo a organização para o Mundial foi o ministro do Esporte, Aldo Rebelo.

Para se reaproximar da CBF, de quem ficou distante na gestão Teixeira, Nuzman e seus aliados tentam se reunir com Marin e cia. para discutir a preparação do futebol feminino de 2012 a 2016. Marin, no entanto, alegando problemas na agenda, não deve marcar encontro nenhum, mesmo que informal, já que segue aborrecido com a cúpula do COB.

Isso que dá o acúmulo de cargos, com comitês organizadores para a Copa e os Jogos do Rio tendo como mandatários justamente os presidentes da CBF e do COB, respectivamente. Uma cisão entre dirigentes das duas entidades leva a discórdia para a organização dos dois principais eventos que o Brasil vai receber, quando não deveria. Mas como aqui a concentração de poderes virou moda…



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