O erro do Palmeiras



Quando me perguntam qual o principal equívoco do Palmeiras no Brasileirão-2012, respondo que foi a aposta de risco que fez no primeiro turno, poupando muitos jogadores no início do campeonato pra colocar todas as fichas na Copa do Brasil.

Está certo, o time, que precisava de um título, ganhou o torneio que lhe dá uma vaga na Libertadores do ano que vem. Mas será que precisava deixar tão de lado assim o Campeonato Brasileiro? A meu ver não só não precisava como não deveria. É muito arriscado colocar todos os ovos na mesma cesta e foi o que Luiz Felipe Scolari fez, assim como foi o que Tite fez no Corinthians. A diferença talvez seja que o Timão tem mais elenco do que o rival e o preço da aposta está aí pra todos verem.

Há conselheiros e diretores do Verdão que não concordam com a tese, dizendo que se tivesse usado seus principais jogadores tanto na Copa do Brasil quanto no Brasileirão, o time não teria conseguido levantar a taça em Curitiba, o que fez em julho. Acho que poderia, sim, e não teria deixado escapar tantos pontos importantes no primeiro turno do Nacional, pontos que agora não têm sido fáceis de recuperar.

As brigas internas só atrapalham, claro, os rachas políticos no Palestra lembram muito os do Flamengo, e os menos culpados parecem ser os jogadores. Que têm se esforçado como vinham se esforçando nas mãos de Felipão.

Alguns até chegaram a comentar, depois das três vitórias _duas pelo Brasileiro e uma pela Sul-Americana_ nas mãos de Gílson Kleina, que os atletas poderiam estar de “sacanagem” com Felipão. Eu achava, como ainda acho, que não. Tanto que após as três vitórias vieram três derrotas para São Paulo, Coritiba e Náutico, uma atrás da outra, complicando muito a situação do time.

Hoje tem o Bahia, outro jogo que pode ser dramático. Talvez seja chover no molhado, mas de nada adianta a torcida pressionar e ameaçar jogadores e comissão técnica. Alguns atletas ficam mais irados _com a torcida_ e podem perder o equilíbrio. Outros ficam assustados e também podem perder o equilíbrio. Eles sabem que a situação está pra lá de complicada, não adianta aumentar a pressão sobre eles. Sei que é difícil, mas a torcida tem de ter paciência. Cobrar, mas sem violência, vide a perda do mando de campo de quatro jogos que o time sofrou por conta de atos de vandalismo no Pacaembu.

E, por que não?, tem de torcer para a equipe ter um pouco mais de sorte daqui em diante. Porque sorte faz parte do futebol. Como dizia Nelson Rodrigues, com sorte a gente atravessa o mundo, sem sorte não atravessa a rua. E é a pura verdade.



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