O Galo tem razão



Fui rever o lance que levou o STJD a suspender Ronaldinho Gaúcho por um jogo, ficando fora do confronto contra o Inter, vencido pelos gaúchos por 3 a 0. Revi uma, duas, três vezes e realmente fica complicado entender a decisão do Superior Tribunal de Justiça Desportiva de punir o atacante e, consequentemente, o Atlético-MG.

Não é porque ele não recebeu nem amarelo pelo lance que a punição é improcedente. Levantou a perna e entendo a posição de quem ache que, com isso, poderia ter atingido o gremista Kleber. Mas, vendo e revendo a cena, não acho que justifique a punição.

Jonas Lopes, auditor do STJD que defendeu a suspensão, é flamenguista, como descobriram depois os atleticanos. Não vejo problema nenhum nisso, auditor tem o direito de torcer, mas não no tribunal.

O que acho estranho é ler que o auditor, que queria dois jogos de suspensão, diga-se de passagem, postou imagens no Facebook _nem que seja uma só_ ironizando Ronaldinho, como acusaram os atleticanos.

O STJD, que tanta dor de cabeça já deu ao nosso futebol, deveria mandar a corregedoria analisar o caso e, se achar conveniente, tirar Jonas Lopes da comissão disciplinar. Torcer para o Flamengo é uma coisa, mas se uma possível irritação, mágoa ou descontentamento com a saída do atleta para o Galo influenciou o voto, como apontam os atleticanos, a situação é diferente.

Jonas Lopes não poderia se considerar impedido para analisar o caso se até provocação teria feito _ainda via Facebook_ ao atacante?

Tudo bem, podem dizer que Dias Toffoli, ministro do Supremo Tribunal Federal com ligações com um dos réus do mensalão,  que, aliás, absolveu, também teria que se considerar impedido e não o fez, mas será que A justifica B? Às vezes não, às vezes não.



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