Os bonzinhos e os malvados



O presidente da Confederação Brasileira de Desportos no Gelo, Eric Maleson, que faz sérias acusações a Carlos Arthur Nuzman, reeleito pela quarta vez à presidência do Comitê Olímpico Brasileiro na última sexta, divulgou um comunicado que recebera de Carlos Alberto Fróes, comandante da Confederação Brasileira de Triatlo.

Na mensagem sobre a gestão Nuzman, Fróes defendia a quarta reeleição do dirigente dizendo que ele pode não ser “bonzinho”, mas que o “bonzinho não conquista nada”. “Quem conquista é o malvado”, diz.

E vai além. Afirma que de 1995, quando Nuzman assumiu o COB, para cá, o Brasil nunca havia conquistado tantas medalhas em Olimpíadas. Tem média melhor do que a que tinha se compararmos o período de 1920 a 1992 com 1996 a 2012. É óbvio. Mas esquece que o esporte olímpico nunca teve tanto investimento público como agora e os resultados não avançam de 1996, cuja preparação olímpica se deve à gestão anterior a de Nuzman, a 2012. Os resultados não avançaram nas gestões de Nuzman e o COB recebe uma enxurrada cada vez maior de verba pública. O meu, o seu, o nosso dinheiro. E o que quer Nuzman? Mais dinheiro público. Mais, mais e mais. Parte do qual ele repassa como quer às confederações. Pelo jeito, na visão de Fróes, vale bajular o chefe, chamando-de de “malvado no bom sentido”. Bom sentido? Que bom sentido é esse?

Tem razão o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, que quer limitar o mandato dos dirigentes esportivos do Brasil. Mas não pode ficar só na retórica. Tem que agir. Investigando a fundo o COB e parando de dar tanta grana pra entidade, que tem e já teve mais de uma confederação sob suspeita. A CBDG, cuja administração até há pouco era apoiada pelo COB, é prova disso. É apenas uma delas. O esporte nacional vai mal das pernas. O de base e o de alto rendimento. E Nuzman, o “malvado”, segundo seu amigo Fróes, deve explicações à sociedade. Pois é com nosso rico (ou pobre) dinheirinho que vive o COB. Do qual ele não desgruda de jeito nenhum. E o mantém nas manchetes dos jornais e sempre perto dos poderosos. A vaidade, a vaidade…

Boa eleição a todos, Janca



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