Centro de Recuperação Flamengo



Desde quando o Flamengo virou centro de recuperação? Depois de conduzir muito mal o caso Ronaldinho Gaúcho, que terminou no Galo, o clube da Gávea conduz tão mal quanto o caso Adriano, que já faltou a três treinos em menos de dois meses no Fla.

Para Zinho, gerente de futebol, Adriano, que seria uma aposta pessoal sua, está confuso e atrapalhado e só seguiria na Gávea se topasse receber apoio psicológico, como se o Flamengo fosse um centro de terapia, quando não é. Apoio psicológico quem tem de querer é Adriano, não adianta lhe impor “tratamento” se o próprio não tem vontade de segui-lo.

Zinho diz que está pensando no “ser humano”, mas é pago para pensar no Flamengo. Poderia ajudar Adriano de outras formas e ser ele próprio um pouco mais profissional para o clube que o remunera. Ao passar mais uma vez a mão na cabeça do artilheiro está sendo tão pouco profissional quanto o jogador, o que só mostra como o Mengo segue mal administrado.

Adriano já recebeu três advertências, poderia ser dispensado, teve parte do salário cortado, mas insiste que vai continuar no Fla. Interessa ao clube sua permanência? A meu ver, não. Não que o estado psicológico de Adriano não preocupe. Preocupa e muito, mas não cabe ao Flamengo, que ainda não teve o jogador uma vez em campo desde que ele saiu rompido com o Corinthians, arcar com o tratamento do atacante e ainda funcionar como centro de reabilitação. Há lugares muito mais apropriados e com profissionais muito mais competentes para tanto. Basta Adriano, amigos, empresário, assessores e familiares procurarem, pois a recuperação depende mais do jogador do que do clube. Muito mais do jogador, aliás.



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