O governo e o Corinthians



O governo do Estado de São Paulo comprometeu-se a pagar as arquibancadas móveis do estádio corintiano a fim de deixá-lo em condições de receber o jogo de abertura da Copa. A estimativa é de que cerca de 15 mil a 20 mil cadeiras seriam colocadas a um custo de 70 milhões  a 80 milhões de reais.

Eu era contra, pois sou contra o uso de recursos ou benefícios públicos para arenas privadas, ainda mais sabendo que os clubes de futebol estão endividados com o governo. E nada de tratarem de pagar suas contas. Mas não é que agora o governo dá sinais de que pode não cumprir a palavra? Tenta achar parceiros privados para colocar as arquibancadas móveis, o que considero legítimo. Só que o que acontece se não achar? Deve honrar o que prometeu. Afinal compromissos são compromissos.

De vez em quando ou de vez em (quase) sempre parece que o Brasil está brincando de receber a Copa. Fez inúmeras promessas para a Fifa e depois não sabe como viabilizá-las ou se tem condições de fazê-lo. Quando leva um chute no traseiro não sabe o porquê… Prometer é fácil, cumprir é que são outros 500. E palavra empenhada é palavra empenhada ou deveria ser. Seja para o estádio do Corinthians, seja para a questão de mobilidade urbana, para o setor hoteleiro, para permissão de bebidas nas arenas durante o Mundial ou o que for.



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