Perguntas sem respostas



O Comitê Organizador da Olimpíada do Rio-2016 deve explicações à sociedade sobre o roubo de arquivos dos organizadores dos Jogos de Londres.

Dez funcionários foram demitidos e ficou por isso mesmo? Eles agiram por conta própria? Dez, de diferentes setores, resolveram furtar os arquivos e foram todos descobertos ao mesmo tempo? Quem os contratou? Quem os orientou? Quem comanda o comitê não é Carlos Arthur Nuzman? O que ele tem a dizer sobre isso? Vai demitir quem mandou os funcionários a Londres? Vai demitir quem deu as ordens, se é que elas foram dadas? Não vai explicar o que aconteceu???

Renata Santiago, uma das funcionárias demitidas, nega as acusações e diz que não havia documentos sigilosos em seu setor, o de prestação de serviços aos comitês nacionais. Que obedeceu a orientações da direção do Rio-2016, mandando-lhe arquivos por e-mail. Que jamais recebeu instrução de que não poderia copiar nenhum dos arquivos. E insinua que há algo maior por trás disso tudo. Algo mais grave, segundo ela, deve ter acontecido para os britânicos terem acusado os brasileiros de desvio de documentos. E é isso o que até agora não apareceu.

Para o Comitê Rio-2016, leia-se Carlos Arthur Nuzman, e para o governo brasileiro, leia-se Aldo Rebelo, o caso está encerrado. Sem explicações à sociedade. Mas o deputado federal Romário (PSB-RJ) vai entrar com pedido de investigação sobre o caso na Câmara, inclusive porque tanto o comitê organizador quanto o COB, ambos comandados por Nuzman, vivem de dinheiro público. O meu, o seu, o nosso. Pagam generosamente seus executivos e a coisa não pode ficar por isso aí. Caso encerrado? Espero que não. Tem muita coisa mal explicada por trás.



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