Ganso e Oscar



Achei curiosa a recepção da torcida do São Paulo a Paulo Henrique Ganso. Muitos a definiram como fria. Pode ser. Fico imaginando os motivos e acredito que um deles diz respeito à saída de Oscar do Morumbi e à forma como ela se deu.

Oscar foi formado na base do São Paulo e fez o possível e o impossível para deixar o clube e jogar no Inter, transferindo-se depois para a Europa. Os são-paulinos consideraram-se traídos. O caso de Ganso com o Santos não foi muito diferente. O atleta forçou a saída até não ter mais clima nenhum na Vila. Chegou ao São Paulo com um discurso padronizado, elogiando o novo clube, mas sem juras de amor nem garantias de que permanecerá por lá até 2017, quando termina seu contrato. Até porque a ideia é partir antes disso para a Europa.

Natural que a galera são-paulina fique com um pé atrás. Acho que vai apoiar o jogador e se ele corresponder em campo será muito elogiado. Foi uma excelente aquisição e, recuperando a forma física, pode ajudar muito o time do Morumbi. Mas terá que mudar sua imagem, marcada negativamente pelas constantes brigas com a diretoria santista. O “maestro” tem qualidade, mas precisa mostrar gana para conquistar o tricolor. Quando entrou em campo para se apresentar à torcida, domingo, contra o Cruzeiro, foi comedido. E ela, também.



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