Mano em paz



Mais de uma vez durante a semana Mano Menezes declarou que está “tranquilo”. Tranquilo quem não deve estar é o torcedor brasileiro, pois depois de dois anos de trabalho o técnico não tem um camisa 10, não encontrou um líder, não achou um goleiro, está longe de definir um esquema de jogo, tem um arremedo de time, enfim.

Nem às semifinais da Copa América chegou, conseguiu perder o ouro para o México, viu seu time dar vexames contra as seleções de primeiro escalão e “obrigou” a CBF a encontrar adversários de segundo, terceiro ou quarto escalão para pegarem o Brasil.

É o caso da África do Sul, no Dia da Independência, e o da China, na próxima segunda. Mesmo que consigamos golear os dois, e daí? Vamos reconquistar a torcida? Não, a meu ver. Só vamos reconquistá-la se jogarmos como Brasil, se enfrentarmos de igual adversários como Inglaterra, Alemanha, Espanha, Portugal e Itália. Mesmo que percamos, mas jogando bem.

Fora isso há as suspeitas lançadas por Romário. Suspeitas que até o presidente da CBF, José Maria Marin, havia demonstrado quando assumiu o cargo. Romário diz que há “um cartel nas convocações”. Insinua que Hulk só vendido para o russo Zenit pois teve o apoio de Mano que insistiu em chamá-lo constantemente para a seleção. Que o goleiro Cássio foi convocado agora porque “tem seus direitos econômicos ligados a pessoas da CBF”. Goleiro, aliás, cujo empresário tem ligações com Mano Menezes.

E Mano nisso tudo? Prefere se calar, responder as obviedades de sempre e dizer que está tranquilo. Em paz. Quem não está em paz, repito, é o torcedor. Que ainda tem que pagar uma fortuna para ver um jogo contra a África do Sul. Na seleção definitivamente já vivemos dias melhores. Dias muito melhores, aliás.



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