A aposta de Patrícia



A contratação de Adriano foi uma aposta pessoal de Patrícia Amorim que teve o apoio de Zinho, diretor de futebol do Fla que se mostrou desnorteado com a falta do atacante no treino de segunda.

Depois de perder Ronaldinho Gaúcho, a presidente do clube, candidata à reeleição tanto na Gávea quanto na Câmara de Vereadores do Rio, posto que ocupa há 12 anos, esperava que Adriano pudesse não só recuperar a sua imagem como atleta mas ajudá-la a recuperar a dela como dirigente.

Pelo visto começou mal. As divergências entre o estafe do jogador e a direção do Flamengo ficaram nítidas com a falta ao treino, que pegou o clube desprevenido. Se Adriano não tivesse se retratado ontem, pedindo desculpas em coletiva de imprensa, poderia ser cortado imediatamente, embora Patrícia avaliasse prós e contras de eventual rompimento com o atleta. Chegou a discutir com assessores se desfazer o vínculo com o jogador agora seria melhor do que seguir apostando em sua recuperação, correndo o risco de nova pisada na bola de Adriano.

Além do caso do atacante, que viajou para Porto Alegre para acompanhar o time na goleada sofrida contra o Inter e sumiu da Gávea na segunda, Patrícia vem sofrendo uma série de questionamentos sobre sua gestão e é pressionada por um levantamento feito pela ESPN Brasil. Segundo a emissora, ela nomeou nada mais nada menos do que 25 pessoas que trabalham no Fla para seu gabinete na Câmara do Rio. Questionada sobre o assunto, alegou que todos eram competentes e agora não quer mais discutir o assunto.

O hábito não é novo. Quando era permitido empregar parentes ela contratara o marido, a mãe e também a irmã. Segundo a dirigente, todos competentes também. E assim segue o Fla. Que, com todo respeito, merece dirigentes melhores. O que o clube tem sofrido nas mãos deles não está escrito. Não está escrito mesmo.



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