Jogador que apita



Vi pela TV o clássico mineiro, jogão entre Cruzeiro e Atlético que terminou empatado, 2 a 2. Mas o que me chamou a atenção foi como os jogadores dos dois times queriam influenciar a arbitragem, algo que parece cada vez mais forte em nosso futebol. Os jogadores acham que são os juízes e que devem dizer ao trio de arbitragem o que fazer. Em Minas, São Paulo, Rio, no Brasil todo, enfim.

O que eles querem, em outras palavras, é ganhar no grito. Bastava um jogador cair para um companheiro de time que nem viu o lance ir para o juiz pedir a marcação de falta e um cartãozinho amarelo. Se a falta fosse um pouco mais dura, dizia para o árbitro que tinha que dar o vermelho.

O garoto Bernard, grande destaque deste Brasileiro, acabou expulso merecidamente por se envolver em duas confusões com os rivais. Numa delas queria parar um lance para mostrar ao juiz um objeto atirado ao campo, com a intenção de que ele tomasse providências. Bem que podia fazer isso depois da jogada. Mas não. Pressionar a arbitragem parecia ser a prioridade.

Quando mais e mais objetos foram atirados ao gramado, o juiz interrompeu o jogo e jogadores dos dois times passaram a dizer o que ele deveria fazer. Cada um dizia uma coisa. Com todo respeito, jogador tem que se preocupar em jogar. O juiz, em apitar. Quando o atleta quer fazer as duas coisas é que não dá.

Isso sem citar as encenações e simulações, que na Europa são punidas com todo rigor. O que tem de jogador fingindo que sofreu falta ou que levou murro ou cotovelada no rosto não está escrito. Ele quer ludibriar o árbitro, o rival, o espetáculo. Levar vantagem. Tem de ser punido com rigor. Cada vez com mais rigor para aprender que o outro não é bobo. E que sua função, em campo, é jogar futebol. Jogar mais para o time, enfim, e menos para a galera. E parar de jogá-la contra o árbitro lance sim, outro também.



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