Portas abertas a Muricy



O técnico do Santos, Muricy Ramalho, não teve mais contatos com a cúpula da CBF desde que recusou convite para assumir a seleção, ainda nos tempos de Ricardo Teixeira. O motivo para a recusa: tinha acordo com o Fluminense, cuja diretoria não se dava bem com o dirigente.

Volta e meia Muricy diz que acredita ter as portas abertas na CBF, apesar daquela recusa. E tem. A amigos José Maria Marin não descarta, em caso de novos fracassos de Mano Menezes, chamar o santista para dirigir o Brasil.

Mas Marco Polo Del Nero, fiel escudeiro e tido como mentor de Marin, prefere Luiz Felipe Scolari. Se me perguntassem, eu também preferiria. Sigo acreditando que, apesar da atual safra de técnicos ser das piores, além de Felipão o Brasil poderia recorrer a Vanderley Luxemburgo ou Abel Braga. Outros nomes não vejo. O melhor seria partir para o exterior e chamar um estrangeiro para comandar nosso escrete, algo que duvido que a CBF faça.

Enfim, ficar com Mano é que não dá. Para mim o prazo de validade dele esgotou há um bom tempo, ainda mais conseguindo a proeza de perder um ouro olímpico tão fácil de conquistar… Fora o discurso cheio de clichês e de adoração aos poderosos que chega a embrulhar o estômago.

Ah! Antes que perguntem se estou entre os amigos de Marin, respondo que não, claro que não. Tampouco entre os inimigos. Mas conheço quem se relaciona bem com ele e volta e meia troca figurinhas com o presidente da CBF. Presidente que, pela trajetória que tem e por representar uma forma de fazer política que abomino, não deveria, a meu ver, dirigir a principal entidade esportiva do país. Mas como ex-vice mais velho de Teixeira lá está… Para desgosto de muita gente, inclusive o meu.

É, já passou da hora de rediscutirmos o papel e o modo de funcionamento da CBF. Que administra um dos principais patrimônios nacionais, a seleção brasileira, de mal a pior, tanto que a liga do time com o torcedor brasileiro parece ter se quebrado há anos. Parece não, quebrou.



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