Mano na berlinda



Prestigiado por José Maria Marin, Mano Menezes segue na berlinda. Defenestrado pelo ex-atacante Romário e sem a confiança de Marco Polo Del Nero, o mentor de Marin que sonha com Luiz Felipe Scolari na seleção, o técnico será testado mais duas vezes. Marin quer ver a reação da torcida brasileira nos amistosos em casa diante de África do Sul e China para avaliar novamente a permanência ou não do treinador.

Se a reação for negativa demais, é capaz de tirá-lo ainda em setembro. Caso contrário, deve mantê-lo por mais um tempo. O problema é que África do Sul e China não podem ser consideradas adversárias. A Argentina, que virá depois, sim.

Sul-africanos e chineses foram escolhidos a dedo pela CBF, que temia ver a seleção pegando equipes mais fortes em casa, correndo o risco de fracassar e sair de campo achincalhada.

É a mesma estratégia usada ano passado, quando Ricardo Teixeira, então presidente da CBF, resolveu poupar Mano e colocou adversários fracos para pegar o Brasil no exterior para o técnico ganhar uns pontinhos.

O jogo contra a África do Sul foi marcado, graças a Marin, para o Morumbi _reaproximação da CBF da diretoria são-paulina. A partida contra a China será em Recife.

O temor é que nos dois jogos Mano seja xingado do começo ao fim, mesmo que resultados favoráveis aconteçam. Além de ter passado vexame na Copa América, o técnico não conseguiu o tão sonhado ouro olímpico para a seleção, que tem fracassado em amistosos contra equipes de primeiro nível. Suas convocações foram colocadas sob suspeita pelo próprio Marin, que decidiu intervir no trabalho do treinador assim que assumiu a CBF.

A minha opinião? Mano deveria ter saído da CBF há tempos, antes mesmo da Olimpíada. Ficou e o resultado é que o ouro se foi.

Eu ainda chamaria um técnico estrangeiro para substituí-lo. Se fosse optar por um brasileiro, seria por Felipão, Vanderlei Luxemburgo ou Abel Braga. Não por Muricy Ramalho pois ele me desapontou pelo que não fez no Santos de dezembro pra cá.

Nomes não faltam. O que sigo lamentando é termos perdido o ouro em Londres, uma medalha que parecia tão fácil conquistar. Bastava treinarmos um pouco mais e melhor. Talentos individuais nós tínhamos. Banco (leia-se Mano) é que não. Tanto que o técnico estava tenso e mostrou-se inseguro do começo ao fim dos Jogos, especialmente contra Honduras, nas quartas de final, e na decisão contra o México.

Se tivéssemos vencido, ele próprio e a seleção poderiam resgatar a autoestima, mas perdemos e a autoestima segue lá embaixo. A paciência da torcida? Parece estar como a de Romário. Esgotou-se, não?



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