Brasil em foco



Para o bem ou para o mal a Copa de 2014 e a Olimpíada de 2016 têm deixado a imprensa internacional mais focada no que acontece por aqui.

Na semana que passou a operação-padrão realizada por policiais federais em diversos aeroportos do país ganhou destaque negativo na imprensa mundial, que lembrou o transtorno causado para a população, os atrasos, cancelamentos e perda de voos por parte de vários passageiros. Estiveram em pauta ainda as ações da Polícia Rodoviária Federal parando estradas no país.

O Superior Tribunal de Justiça chegou a proibir tanto as operações-padrão da PF quanto as da PRF. Os movimentos dos servidores serão alvos de reportagens especiais da CNN e da BBC, ambas de olho no país da Copa e dos próximos Jogos Olímpicos.

Também teve destaque o anúncio do Programa de Concessões de Rodovias e Ferrovias, apontado por alguns como o maior programa de privatização da história do país e elogiado no exterior, seja pelo “New York Times”, seja pelo “Financial Times” ou por jornais alemães, franceses e escandinavos.

Na avaliação estrangeira o investimento de 133 bilhões de reais do governo federal irá melhorar a infra do Brasil e contribuir para acelerar as obras para o Mundial de 2014, que estão bem atrasadas no tocante à mobilidade urbana. Tende, também, a ajudar as referentes ao Rio-2016. Quem viver verá…



  • Cássio

    Foi maldoso, Janca. Dilma explicou que concessão não é privatização. Privatização é com PSDB que confunde a população dizendo que a Dilma e o PT fazem igual quando não fazem. Política mudou. Mudou tanto que PSDB sumiu de cena.

    • Tiago

      Quem te viu quem te vê, PT. Maior choque de capitalismo da história do Brasil foi tu quem fez, companheiro.

      • janca

        Bom dia Cássio, bom dia Tiago, não é questão de maldade, é que na minha santa ignorância juro que não consigo entender a diferença entre concessão e privatização, parece tão tênue. E muitos têm apontado como o maior choque de privatização deste país, sim. Sobre PSDB, sem comentários. Como oposição não existe, faz um trabalho lastimável. E como governo, pelo menos em São Paulo, idem. Trabalho lastimável, a meu ver. Mas opinião é opinião.

        • Silvio

          Na prática a diferença é que na privatização a empresa pública se torna completamente privada é uma venda de uma empresa pública para a iniciativa privada (como a Vale do Rio Doce, Telesp)
          e geralmente o que é demonstrado no Brasil é que empresas privatizadas passam a Valer pelo menos o triplo após um ano de privatização sem nenhum investimento do comprador (Vale), ou uma empresa que dava prejuízo passe a ter um lucro de 700% no primeiro ano sem nenhum investimento do comprador (TELESP – Telefônica).
          A concessão (Nova Dutra, Rodovia dos Bandeirantea) é uma cessam de direitos totais e responsabilidades da empresa, durante um período de tempo (geralmente algumas décadas) este período pode ser renovado ao final do contrato por período igual, mas depois deve ser devolvido ao estado com todas os benfeitorias e obrigações propostas em contrato cumpridas.
          Desculpe pelo tamanho do post, mas isso é só um resumo.

          • Delegado Jair

            e os petistas piram hahahahaha Dilminha privatizando tudo. Com o Lula já era assim também. É o PT seguindo a risca a política de FHC e do PSDB hahahaha ai ai, esses petistas como podem ser tão iludidos?

          • janca

            Valeu pelas explicações, Silvio. Mas na prática, embora de fato haja diferenças, as concessões, ainda mais muitas delas sendo por períodos abrangentes, algumas vezes de décadas, acabam se assemelhando às privatizações. É o estado reconhecendo sua péssima função como gestor. Inclusive porque depois de vendidas ou concedidas ou seja lá o que for, como você mesmo colocou, muitas vezes vemos os valores multiplicados por três. De empresas que eram públicas, nossas, portanto, pelo menos em tese, e acabam nas mãos de alguns grandes grupos da iniciativa privada. Abs. e boa semana pra vocês, Janca

  • Tiago

    Imprensa brasileira pega muito leve sobre as greves que prejudicam tanta gente. Povo se acostumou a ser mal tratado e não reage a nada. Aceita e abaixa a cabeça. Servidores públicos têm benefícios que nós, da iniciativa privada, não temos. Aposentadoria tinha que ser igual pra todos. Eles fazem corpo mole e não servem a população. Única preocupação é com o bolso. Pra população uma banana.

    • janca

      Pode ser. Deveria ser matéria de capa das revistas semanais nesta semana, mas o que tem de futilidade sendo discutida ou de matérias que nos fazem perguntar o porquê de estarem lá… E com chamadas de capa… Não gosto de generalizar, Tiago, não dá pra dizer que os servidores não querem nos servir e colocar todos no mesmo saco. Muitos trabalham e muito pela sociedade. Sobre aposentadoria, concordo. E fico preocupado com operações-padrão como essa por conta de medicamentos e do sistema de saúde, que já é caótico por si só, sem falar no direito de ir e vir que deveria ser legítimo e parece não ser, como temos visto em estradas e aeroportos. Enfim… Acho que o povo se acostumou a ser tratado como gado mesmo. E talvez isso seja o pior de tudo. Bom domingo apesar dos pesares, Janca. Ops, afinal, nem tudo é pesar…

      • Sou servidor público e não funcionário. Muita gente faz confusão. Apesar de eu trabalhar numa empresa pública (após me preparar e ser aprovado num concurso público), somos regidos pela CLT como qualquer trabalhador normal, ou seja, não estamos sob o “regime jurídico único” que é o que proporciona aposentadoria integral, mas em compensação não tem FGTS. Não discordo com o fato de que existam alguns privilégios para os “funcionários públicos”, mas isto foi uma conquista da categoria. Quanto às greves, qualquer categoria de trabalhadores podem fazer. As que mais ocorrem são no funcionalismo público justamente porque os trabalhadores de carreira (os concursados), ficam abestalhados com os mandos e desmandos dos políticos que normalmente são os dirigentes, presidentes… e querem, no mínimo garantir os seus direitos conquistados. Estas greves têm justamente o sentido de alertar a população em geral para o que está acontecendo. Penso que cabe a todo cidadão reinvidicar os seus direitos. Imaginem uma greve dos padeiros por causa do preço exorbitante do trigo, por causa da alta carga de imposto ou da concorrência ilegal de fornecedores estrangeiros… Como a maioria da população iria ficar sem o tradicional pãozinho no café da manhã? Uma greve dos mecânicos automotivos? Ou seja, qualquer tipo de greve atrapalha, e muito. Minha filha mesmo, estuda numa Universidade Federal, está há três meses sem aula, vai atrasar toda a programação de sua formação profissional. Mas, e daí? A população fica quieta. Vai ficar até quando aceitando ser tratada como gado, como disse nosso caro Janca? Será que não devíamos mudar nosso senso crítico e cobrar dos governantes soluções para esses problemas? Que tal fazermos uma greve geral no país? Na próxima semana, ninguém vai ao trabalho. Enquanto não fizerem uma faxina geral nas Câmaras Municipais, nas Prefeituras, nas Assembléias Legislativas, nos Governos de Estado, na Câmara Federal, no Senado e no Executivo Nacional, ninguém volta ao trabalho!
        Concordo que o maior problema seria fazer a tal faxina no Judiciário, mas pelo menos assim “Ele” seria posto contra a parede.
        Enquanto isto vamos aguardando as “decisões” sobre os casos “Marcos Valério”, “Cachoeira”…

        • janca

          Não sou contra as greves, mas sou radicalmente contra aposentadoria integral pra uns e não pra outros. É uma distorção gravíssima que tem de ser corrigida. Há privilégios a funcionários públicos que são descabidos. Os políticos e os escândalos de corrupção revoltam a todos, mas a operação-padrão da PF e da PRF já foi alvo do STJ. Uma coisa é o direito à greve, outra, o deboche à população. Acho que são duas coisas diferentes. Concordo com você, João Lúcio, sobre a necessidade do que você chama de “faxina geral”, mas teria que começar por uma reforma política. Reforma política que nunca passaria pelo Congresso que temos, pois iria contra ele. E infelizmente nessas greves o que vemos é cada um interessado em garantir o seu e enquanto isso acontecer o povo continuará sendo tratado como gado mesmo, o que é uma lástima.

          • Alexandre

            Janca,
            Existe muita desinformação em relação à questão da aposentadoria dos servidores públicos e em geral a imprensa não faz muita questão de desmistificar o assunto.
            Primeiramente, é bom lembrar que já foi aprovada neste ano (2012) uma reforma que ACABOU com a aposentadoria integral dos NOVOS servidores públicos.
            Os ANTIGOS continuam no regime antigo, mas é bom esclarecer que este tem sim vantagens, mas também desvantagens, em relação ao regime dos trabalhadores privados (INSS).
            Enquanto um trabalhador privado que ganhe mais de R$3.900 recolhe 11% sobre este TETO (e na aposentadoria ganhará pelo teto), um servidor público recolhe 11% sobre o TOTAL de seus rendimentos, ou seja, se ambos ganharem, por exemplo, R$7.800, o servidor público recolherá o DOBRO do trabalhador privado.
            Outra diferença fundamental é que o trabalhador privado só recolhe as contribuições até se APOSENTAR, enquanto o servidor público tem de pagar suas contribuições de 11% até MORRER.
            Por fim, para ter direito á aposentadoria integral, o servidore público tem de trabalhar por mais tempo para se aposentar. Se for homem, a idade mínima é de 60 anos concomitantemente com o do tempo de contribuição mínima de 35 anos. Não há esta exigência no setor privado.
            E o servidor público também não tem direito ao FGTS. em geral os trabalhadores da iniciativa privada recebem uma bolada deste fundo quando se aposentam.
            Ou seja, o regime de previdência do servidor público não é o rosário de privilégios que os desinformados creem.

          • janca

            Desculpe mas temos entendimentos diferentes sobre a questão. Pergunte para os servidores públicos se aceitariam o mesmo regime dos que atuam na iniciativa privada. Duvido que eles aceitariam. Têm tantos benefícios que foi necessária uma reforma para acabar com a aposentadoria integral dos novos servidores públicos. A iniciativa privada é que sustenta a aposentadoria dos antigos servidores e vai continuar sustentando. Veja na Assembleia Legislativa de SP o que tem de servidor que se aposentou com 50 anos de idade. O regime de previdência do servidor público é muuuito melhor do que o do trabalhador da iniciativa privada. Se não é, sugiro que eles troquem pra verem o que é bom (ou ruim) pra tosse.

          • Alexandre

            Janca, você interpretou mal o que eu disse. Eu não disse que o sistema previdenciário dos servidores é pior que o dos trabalhadores da iniciativa privada. O que eu disse é que se comenta muito sobre esse assunto sem saber como são as regras. E tentei explicar algumas diferenças. Reformas previdenciarias sempre vão existir, pois a expectativa de vida das pessoas aumenta com o tempo. O que não dá para engolir é esse discurso de que todos os problemas do Brasil serão resolvidos acabando-se com os “privilégios” dos servidores públicos. É justo que a sociedade altere as leis com as quais não concorda, mas sem vilanizar qualquer setor dela.

          • janca

            Oi Alexandre, acho que você que não entendeu bem o que eu quis dizer. Jamais escrevi que todos os problemas do Brasil serão resolvidos com a diminuição dos privilégios dos servidores públicos e duvido que alguém em sã consciência acredite nisso. Nossos problemas são mais amplos e mais sérios do que isso, embora a distorção entre o que se oferece para uns (setor público) e para outros trabalhadores (setor privado) seja gritante neste país. Grande abraço, boa quinta pra você, Janca

  • Jorge

    Aos adeptos da retorno da Embratel, lembrem-se que uma linha telefônica custava quase 10 mil reais??? O PT lutou demais para que não houvesse privatização da telefonia, não é mesmo? Da mesma forma, tem mais é que se privatizar estradas mesmo como fez o governo de SP que tem as 19 melhores estradas do pais entre 20!! O custo do pedágio é caro? Pode ser! Mais passei 3 anos indo e vindo de curitiba pela Régis quase toda semana e gastava muito mais com manutenção do meu carro, podem apostar.

    • janca

      De fato melhorou muito o sistema de telefonia, mas ainda há muito a melhorar. Veja o número de reclamações em relação às principais operadoras atuando no país. E pra mim PT e PSDB se equivalem. Até nos mensalões, o mineiro e o nacional _rs. Abs.

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