Pressão no COB



Não é só o governo brasileiro que está descontente com os dirigentes do Comitê Olímpico Brasileiro, que comandam também o Comitê Organizador Local para os Jogos de 2016.

O presidente da comissão de operações do COI, Denis Oswald, segue inconformado que o orçamento da Olimpíada do Rio ainda não está pronto. Inicialmente o Brasil tinha previsto gastar pouco menos de 30 bilhões de reais com os Jogos, mas agora avisa que os custos vão subir, embora não saiba para quanto.

Para o dirigente suíço, cada país gosta de se preparar de um jeito para o evento, mas alguns, caso do Brasil, tendem a deixar tudo para a última hora e esses preocupam mais. Irritado, o Comitê Olímpico Internacional pede uma definição sobre os custos e o organograma das obras até novembro. Pode até conseguir, mas duvido que os custos sejam os definitivos. Se seguirmos o exemplo do Pan depois eles sobem de novo, sobem mais um pouco, ainda mais um pouco, em seguida mais um muito e… A história conhecemos.



  • Fernando Castro

    Começou a ladainha. Sabe quando vamos saber os custos das Olimpíadas? Em 2016, depois que ela terminar. Você disse bem. É como o Pan. Começa com um valor, depois vem outro, aumenta mais um pouquinho aqui, mais um poucão e quando a gente abrir os olhos passou dos 100 bi. Dinheiro não nasce em árvore. Chega de sustentar essa cambada. O governo tem que inventar um mecanismo pro dinheiro ir pros atletas, pros treinamentos, pras viagens, pros técnicos, quanto menos burocrata na jogada melhor pro esporte nacional. Um bando de burocratas deu no que deu em Londres.

    • janca

      A ladainha começou faz tempo, Fernando, mas concordo que já passou da hora de o governo mudar sua política em relação ao esporte e talvez seja o momento de escantear um pouco o COB, que não pode ter o monopólio sobre o esporte olímpico no Brasil. Agora passar dos 100 bilhões de reais o orçamento da Olimpíada espero que não. Mas se seguirem o exemplo do Pan e multiplicarem por dez o valor inicial chegamos a 300 bilhões de reais. Seria só o que faltava, mas não vai ser o caso, não.

      • Fernando Castro

        Quem paga imposto tem que cobrar. Cobrar governo e COB. Ontem vi Nuzman pela TV querendo aparecer nas fotos e nas imagens ao lado do Eduardo Paes e da bandeira olímpica. Ele chega como se tivesse tudo as mil maravilhas. É cara-de-pau. Muito cara-de-pau. Embrulha estômago de qualquer um. Peço desculpas pra usar o espaço prum desabafo pessoal, me revolta pagar tanto imposto pra isso.

        • Fernando Castro

          Mas pagar imposto pro COB divulgar a imagem do Nuzman, construir e reformar a sede, contratar assessores pra assuntos aliatórios e justificar o injustificável não tenho mais saco.

          • janca

            A questão não é “personalizar” o problema, digamos assim. Não se trata de A ou B, o problema, a meu ver, não é o Nuzman, mas o que ele representa, que é o continuísmo. Fez um belo trabalho no vôlei lá no passado, fez, com ajuda de muitas pessoas, inclusive o Luciano do Valle, algo que poucos comentam. Mas no COB a gestão não é a mesma. O que tem de mudar é a estrutura do esporte brasileiro e o monopólio que o COB tem sobre as modalidades olímpicas, excetuando o futebol. E a estrutura de funcionamento do próprio comitê, que vive das tetas do governo. Sobre o Nuzman aparecer mais ou menos não me importa, talvez seja por vaidade, mas a discussão tem que ser mais ampla. Não sobre nomes _embora tenhamos ótimas opções, sim_, mas sobre estrutura e organização.

      • Eric Leme Walther Maleson

        Como membro do COB vejo as arbitrariedades e os abusos praticados nas Assembleias e nao posso mais ignorar esses absurdos. Sabendo da minha oposicao e da minha candidatura, o COB tenta desesperadamente me destruir na justica, usando ex-atletas (laranjas) para me acusar de ma gestao. Estou pagando um preco carissimo por isso, e sendo atacado por todo os lados, mas estou tranquilo pois sei que estas mudancas sao urgentissimas na lideranca do COB, principalmente no que se trata de limites de mandatos, transparencia e criterio na divisao dos recursos, para que os recursos cheguem na mao dos atletas e dos tecnicos. Os presidentes de Confederacao estao com medo e nao se pronunciam por causa das represalias do COB. Todos os presidentes que se manifestaram contra o COB cairam, apenas o Alaor do Tenis de Mesa e eu, ainda conseguimos sobreviver os ataques e o pior de tudo isso é que o COB se utiliza do poder Judiciario do Rio para tentar garantir a sua eleicao em Outubro deste ano, sem oposicao.

        • janca

          Oi Eric. Bom dia pra você. E que tipo de represálias o COB tem feito? Como são as assembléias? Como está o contato com o Nuzman? Não há outras confederações descontentes com ele, além da sua e da do Tênis de Mesa? A da Ginástica parece que anda em situação complicada. Vejo movimentos aqui e acolá, mas um receio enorme de alguém levantar a voz contra e ficar sem verba do COB, das loterias, ter reduzida sua fatia do bolo, digamos assim.

        • Everton

          Éric, boa tarde. Claro que tem-se que ter este orçamento o mais breve possível. Claro que precisamos dele, de bons resultados de nossos atletas e de um sucesso junto ao o publico, atletas, imprensa e etc…. vamos e podemos cobrar do COB, e do comitê 2016…. mas, acima de tudo TEMOS DE AJUDAR, pois não estamos ajudando a vocês pessoalmente e sim o BRASIL como um todo…

          PERGUNTA : O que posso fazer ? Eu consigo fazer captação financeira para ajudar o COB, o Comitê 2016 ou atletas do TIME BRASIL… com que eu falo para ajudar

        • Luiz

          Bom dia,

          Espero que você consiga sucesso apesar das pressões que segundo você tem enfrentado.
          Uma coisa foi certa. Nenhum telefone de contato era atendido, celular e só dava secretária eletrônica. Muito difícil contatar sua federação de esportes de gelo Brasil.

          Tirando esses inconvenientes, acredito que você vença, pois já tentaram te roubar a idéia e tentaram tomar o que você lutou para fundar. quem fundou, fundou, na minha concepção vira dono.

          Boa sorte.

  • Gledson

    Quando o povo brasileiro cobra das autoridades a clareza do nosso dinheiro pra essa vergonhosa Copa e Olimpiadas aqui no Brasil, os organizadores dão de ombro e ainda zombam da gente com insinuações que somos ignorantes e que temos de ter “amor a pátria”, quando é criticada por algum grupo de fora do Brasil, fazem um estardalhaço e todo aquele patriotismo pachequista aparece, dão uma resposta mais dura do tipo, não vamos tolerar insinuações, mas continuam fazendo a mesma coisa. Se tivessemos um país sério nossa presidente já deveria ter acabado com essa palhaçada desses eventos que só nos roubam. Mas enfim, um desabafo.

    • janca

      Tá aí seu desabafo. E também acho aquele patriotismo de não poderem criticar o que estamos fazendo (ou não estamos fazendo) por aqui para organizar a Copa e a Olimpíada uma besteira. E uma besteira que só nos complica, porque deixamos tudo pra última hora e aí o preço sobe mesmo. Mas como tem gente faturando com isso… Com o preço e com os atrasos, já viu, né?

  • Olympus

    Fica difícil ler tanta burrice escrita junto. Nenhum orçamento em nenhuma olimpíada fechou antes do games time. Veja Londres, que teve um rombo milionário para custear a segurança dos jogos + 2 bilhões de libras ! Não tem como definir o orçamento nem uma previsão antes das licitações.

    • janca

      Uma previsão claro que é possível fazer, tanto que o governo havia feito, Ricardinho. E para seu governo o orçamento dos Jogos no Rio já está mais caro do que o dos Jogos de Londres. É realmente muita imbecilidade achar que um país pode organizar os Jogos sem nenhuma previsão ou estimativa antes das licitações. Mas imbecilidade é o que não falta, como dá pra perceber pelo seu comentário.

      • alessandro

        CONCORDO COM VC JANCA E VOU ALEM SE A COISA E BEM ORGANIZADA PODERIA SE ESTIMAR UM CUSTO MINIMO E UM CUSTO MAXIMO(LOGICO QUE EM SE TRATANDO DE BRASIL COM OS POLITICOS QUE TEMOS FICARIA NO MAXIMO)E POR LEI NAO SE PERMITIR O ESTOURO DO VALOR MAXIMO.

        • janca

          Essa sua ideia é interessante, colocarem um piso e um teto, Alessandro. O temor, porém, é vermos o teto estourando _rs.

          • E se o teto estourar, cai na cabeça do povo, como sempre…

  • Felipe Lima

    É, realmente começou o Rio-2016…
    Melhor começar a fazer meu pé-de-meia, pois o rombo será violento!

    • Vinicius Posterari

      Boa..

  • Vaz

    É isso aí. O problema é o todo por trás do COB ou do esporte brasileiro em geral (futebol incluso), gente mamando e gente querendo mamar, substituir por substituir nomes enquanto a porcaria continua a mesma, não vai resolver. O que vai mudar é a opinião pública começar a cobrar, imprensa publicar todos os dias os podres desta turma toda e a ineficiência e descaso com dinheiro público, mudança nos estatutos das entidades acabando com a “sucessão” e re-eleições permanentes, nepotismo e indicação de incompetentes, estranhos ao esporte e oportunistas de plantão como dirigentes, estes sim o pessoal que vai fazer turismo nos jogos. Alguém reparou a quantidade de “atletas” de meia idade e fora de forma que estavam com agasalhos do Brasil, abanando bandeiras e se fazendo passar por atletas na festa de encerramento da Olímpiada? Ganha um doce quem diser que eram dirigentes e apaniguados fazendo graça e aproveitando a festa. Os atletas remanescentes já estavam voltando na hora do encerramento.
    Mudou alguma coisa na CBF ou na estrutura do futebol brasileiro com a queda do Teixeira (que já foi tarde)? Não, mas fizeram acreditar que sim e os grupinhos já estão se movimentando para manter o “status quo”. No fundo esta coisa de mudar nomes favorece somente a perpetuação das mazelas que aí estão.
    A postura governamental é exigir a substituição do Nuzman e responsabiliza-lo exclusivamente por tudo isso (para limpar a barra chuta o dirigente como fizeram com o Ricardo Teixeira mas mantém os amigos dos amigos, o que foi conveniente para a FIFA e o governo) enquanto acobertam só para ficar no exemplo, figuras como o próprio prefeito do Rio de Janeiro, que declara não saber quanto vai custar a Olímpiada pois nem todos os projetos estão fechados. Cara pálida sua cidade está a 4 anos de um nova Olímpiada e ainda está fechando projetos? Não sabe quanto vai custar?
    Até uma tal praça dos atletas para a Olímpiada já foi entregue (assisti no Sport TV no domingo uma reportagem do local). Fiquei intrigado com dois aspectos sendo o primeiro uma obra olímpica entregue para a população 4 anos antes de ser usada no evento (sua primeira destinação), seria como alugar a Vila Olímpica pelo mesmo tempo e depois utiliza-la para o evento. Quando chegar lá, como estará? Aí tome reforma, os caras não dão ponto sem nó. Outro fato intrigante era observar que apesar de entregue a 6 meses, no piso das quadras já era vísivel reparos e remendos já feitas. Respondida pelo jeito a questão anterior. Qualidade não fazia parte do pacote, sem contar a tentativa barata de enganar a todos fazendo crer que estamos andiantadíssimos nas obras.
    Mas vamos ficar tranquilos que o Nuzman não dura mais 2 meses e tudo vai entrar nos eixos assim como foi com a FIFA, o COI vai ficar “contente”, acabam as críticas negativas e parece que nada aconteceu. Tudo está em dia.
    Janca você felizmente ou infelizmente ainda vai ter que voltar centenas de vezes ao assunto mas não deixe de faze-lo e espero que nossa imprensa passe a dedicar ao menos uma página dos jornais diariamente ao andamento de obras e formação de atletas caso contrários nossos atletas continuaram levando pancada enquanto os verdadeiros responsáveis viajam pelo mundo nem um pouco preocupados.

    • janca

      É, Vaz, infelizmente vamos ter que voltar a estes temas frequentemente. Duvido que o Nuzman largue o osso, pelo menos não larga tão cedo, tem as confederações nas mãos (e no bolso, no sentido de que o COB destina as verbas das loterias que decide dar para cada uma delas), mas mesmo que ele saísse a estrutura seguiria a mesma, como segue no futebol com José Maria Marin. Temo que, passada a Olimpíada de Londres, logo logo todos voltem a se focar na Copa, que também será no Brasil, e deixem o COB e o esporte olímpico de lado, só voltando a lembrar deles depois de 2014. E temos de ficar de olho em tudo, pois se trata do nosso dinheiro em jogo e a oportunidade não deve ser para uma meia dúzia, deve ser para o país todo finalmente começar a desenvolver uma política esportiva. Atrelada às escolas, clubes e universidades, como acontece nos Estados Unidos e na Coreia, pra ficar em apenas dois exemplos. E o monopólio sobre o esporte olímpico brasileiro não pode seguir com o COB, que tem feito tantas lambanças quanto a CBF, que administra mal a seleção brasileira. Mas pelo menos não depende de dinheiro do governo. É o mínimo, aliás. Grande abraço, Janca

  • Léo Assad

    Caro Janca,
    Realmente, no nosso país, o nhenhém se repete todo o ano, ou melhor, todo evento. Com certeza vão superfaturar, vão engabelar e o resultado final vai ser astronômico. Lembro-me , há um tempo atrás, que propuseram mudança na lei para licitação de obras da copa do mundo. A idéia era até interessante: o valor para a obra não seria de conhecimento público inicialmente. Apenas o TCU saberia. A empreiteras concorrentes, com o plano de obras sob seuus conhciemntos, proporia um valor com tudo previsto neste plano. Não haveria o tal do “aditivo” ( até que enfim!!!). Em determinada data, o valor estipulado pelo governo seria liberado para conhecimento geral e a proposta mais próxima ganharia. Seria uma tentativa de ter um leilão mais justo (pp porque acabaria o aditivo…). E no final descobrirama, antes da aprovação da tala lei, que já tinham gente do TCU nas mãos das empreiteiras, a imprensa destruiu a proposta alegando que ninguém saberia o valor e no final, final mesmo, não vingou a idéia. É difícil, com uma estrutura viciada, como a do nosso país, que as coisas corram as claras. É a cultura do ” Gerson” – levar vantagem (longe de vincular o caráter do jogador!!!) em tudo. É o país do mensalão, federal, de brasilia. É o Brasil da Delta, Perilos, Dirceus, e por aí vai. Finalizando é TRISTE….

    • janca

      Teve gente que até citou uma possível CPI do esporte olímpico, no final não daria em nada, imagino, pra quem acompanha as CPIs de Brasília é mesmo de chorar. Uma das mudanças de que esse país precisa é a reforma política, mas sabe quando vão fazer isso? Com esse Congresso, nunca. Porque não interessa a eles. Muito menos mudar a forma de financiamento de campanhas. E falam em caixa 2 como se fosse algo absolutamente normal. E como se empreiteiras e bancos que doam para campanhas políticas não tivessem algum interesse depois. E vão cobrar o dinheiro “investido”. Essa história conhecemos também. Há décadas.

  • flavio

    É só ganharmos umas medalhinhas mequetrefes e com isso os ufanistas de plantão irão cantalorar aos quatro ventos o grande hino nacional brasileiro e todos ficam contentes. E viva os espertos!!kkkkkkkkk

    • A realidade dói: se ganharmos várias medalhas, vai encobrir o enorme rombo.

      Pior: acho que o Rio de Janeiro vai ficar tão endividado quanto Atlanta, que sediou em 1996.

      • janca

        Espero que não, Rodrigo. E espero que seja deixado um legado para a cidade, seja na zona portuária, seja no campo esportivo. Ainda tenho esperanças de que podemos aproveitar a oportunidade de abrigar os Jogos Olímpicos, tirando o melhor possível do evento (pra nós). É uma tremenda oportunidade. A questão é não jogá-la no lixo, como acho que fizemos com o Pan. Abs. e boa quarta procê, Janca

        • Felipe Lima

          Infelizmente só podemos contar com a esperança, Janca! Pois temos dois grupos que são PhD:

          Políticos: PhD em desperdício do erário!
          Povo (me incluo): PhD em deixar quieto!

          • janca

            É, Felipe. Mas sobre o PhD em deixar quieto, concordo com você, é uma questão importantíssima, mas muitas vezes (ou quase sempre) não sabemos a quem recorrer, o que fazer, como gritar, como pedir socorro. É isso que pensa. É uma situação complicada mesmo. Abração procê, Janca

  • Wal

    Olá Janca,

    Somente a título de ilustração:

    uma parte do balancete do COB de 2011:

    4. Adiantamentos às confederações e federações
    Atletismo 4.341.849 (foi um zero à esquerda)
    Badminton 905.104 (acho que nem foi)
    Boxe 1.115.610 (valeu a pena)
    Canoagem 1.295.130 (conhecem alguém que faz esse esporte sem ser índio?)
    Ciclismo 1.315.068 (conhecem alguém?)
    Desporto Universitário 3.040.000 (realmente, existem vários torneios universitários)
    Desportos aquáticos 2.634.384 (1 prata e um bronze – acho muito pouco)
    Esgrima 1.215.487 (nem o Dartagnan ganhava tanto dinheiro e era muito melhor)
    Ginástica 2.560.313 (cai de quatro, cai de bunda)
    Handebol 3.983.257 (a equipe feminina foi muito bem, porém o custo foi alto)
    Hipismo 2.819.744 (realmente, cavalo custa caro)
    Hoquei sobre a grama e indoor 924.308 (onde estão as leoas do Brasil?)
    Pentatlo moderno 1.139.356 (valeu a pena)
    Remo 1.128.815 (compraram tudo de bomba)
    Tenis de mesa 1.976.132 (Hugo Hoyama num larga o osso)
    Tiro com arco 1.405.508 (o sujeito que perdeu pro ceguinho)
    Tiro esportivo 1.095.715 (a mulher que ficou em ultimo e o técnico é o marido)
    Créditos não identificados 2.971.574 (acho que aqui está a sacanagem)

    fonte: http://www.cob.org.br/midias/2012/07/02/downloads/3N7wvndCZBGctWD4Xk58040921.pdf

    http://www.cob.org.br/midias/2012/07/02/downloads/3N7wvndCZBGctWD4Xk58040921.pdf

MaisRecentes

Flamengo e CBF



Continue Lendo

Oposição santista



Continue Lendo

Santos em SP



Continue Lendo