O racha olímpico



Não é que o resultado do Brasil em Londres deflagrou uma crise entre o Comitê Olímpico Brasileiro e o governo, decepcionado com a vigésima segunda colocação do país no quadro de medalhas?

Para o ministro Aldo Rebelo há uma relação entre investimento _que foi recorde por parte do governo_ e a colocação de um país no quadro de medalhas. Para Carlos Arthur Nuzman, presidente do COB, não. Afinal dinheiro, diz ele, não compra medalha.

Não compra medalha mas sustenta toda a burocracia, estrutura, executivos e funcionários do comitê. E talvez seja esse o problema. O COB funcionar como intermediário, vivendo de dinheiro público para repassá-lo para outros intermediários, as confederações, que são quem elegem o presidente do comitê. Os atletas não recebem praticamente nada porque, segundo avaliação de um membro do COB, iriam usar o dinheiro para comprar TV de plasma. E os executivos do COB, com todo respeito, usam a grana pra quê?

Conseguimos três ouros, mas três ouros já havíamos conseguido, salvo engano, em Atlanta-96. E em Atenas-2004 conseguimos cinco. Agora, com mais investimentos, caímos novamente pra três. O total de medalhas foi recorde, de 15 subimos para 17, um avanço pequeno, é verdade, mas em compensação caímos no número de finais, ao contrário das previsões do COB. De 41, em Pequim-2008, foram 35 em Londres, segundo leio hoje no “Estadão”.

Quando Nuzman diz que ficou satisfeito com o desempenho do Brasil usa o mesmo discurso de tantos políticos que vemos por aí. Um político que quer mais verbas, mais verbas, mais verbas e dá desculpas esfarrapadas como ao dizer que “se todo mundo que aumentasse investimentos subisse no quadro de medalhas não sobrava pra ninguém”.

Lembrando que ele, Nuzman, está no cargo há 17 anos. Dezessete anos e o esporte de alto rendimento continua muito mal administrado. Não seria hora de o governo escantear o COB e parar de investir no comitê, inclusive via loterias? Abaixo a Lei Piva, que é muito mal usada pelo comitê. E é o dinheiro dos contribuintes brasileiros que está em jogo. O meu, o seu, o nosso. Nuzman deve explicações, sim. Mas não as desculpas esfarrapadas que estamos ouvindo por aí. Repito: é nosso dinheiro que está em jogo. E o que acontece na condução do esporte olímpico brasileiro é muito grave. Os atletas, maiores prejudicados, que o digam.

PS. Tinha tido que só voltaria a postar amanhã, mas novamente não consegui ficar quieto… Mesmo em trânsito, não consegui, não.



  • Isabel

    Janca, boa materia! Nao sei se voce viu ontem na tv, mas mostraram uma reportagem com o Carlos Nuzman, antes da coletiva, quando ele pensou que os microfones estavam desligados. Bem essa reportagem pegou a verdadeira imagem do presidente do COB, usando palavras de nivel baixo, e pior desrespeitando funcionarios do COB. Infelizmente acho que o povo ja esqueceu o escandalo dos Jogos Panamericanos 2007. O esporte Olimpico brasileiro precisa de uma urgente mudanca. Talvez uma CPI daria jeito nesses problemas.

    • Ricardo R.

      O pior Isabel, é ver o nuzmann usando o nosso dinheiro publico, para se reeleger nestas proximas eleicoes programadas para Outubro 2012. Desde 2001 eles sempre utilizaram esse dinheiro como moeda politica de troca e o resultado esta ai, paramos no tempo. Evolucao zero! Voce lembrou bem sobre as irregulariedades do Pan 2007. Devemos esperar a mesma coisa para 2016! Uma renovacao na cupula do COB se faz urgentemente necessaria. Espero que estes presidentes de confederacoes tenham coragem para cobrar e peitar o nuzmann nestas eleicoes. Acho que o PCdoB nao vai fazer nada para mudar, eles sao parte do problema. Temos que cobrar o governo federal e o ministerio publico.

      • janca

        Impossível uma mudança na cúpula do COB pois as confederações dependem dos “favores” do comitê e não vão tirar o Nuzman de lá. Quem reclama é escanteado. Lembremos que no Pan o orçamento foi multiplicado por dez e o legado reduzido a quase zero. Um escândalo. Espero que o governo, que financia o COB, cobre resultados, transparência, ações, licitação e não dê mesmo mais cheques em branco. A Dilma, pelo que li hoje, não anda nada satisfeita com o COB. As promessas de transformar o Brasil em potência olímpica, como podemos notar agora, promessas que começaram lá nos anos 90, eram furadas. Em vão.

        • janca

          E era o COB que fazia essas promessas… E se ainda não temos um centro olímpico no Brasil, um centro olímpico de verdade, como reclama o COB, a culpa é dele, que deveria administrar o esporte de alto rendimento do país. E admnistra mal pacas, vamos ser sinceros. Dependemos do esforço pessoal de alguns atletas. Quantos Zanettis não temos desperdiçados por aí?

    • janca

      Não vi, Isabel, mas lamento muito pelos funcionários do COB, alguns dos quais conheço e respeito, se foram desrespeitados ou humilhados pelo presidente do comitê. O Nuzman sempre foi muito atencioso com a imprensa em geral, talvez até seja estratégia dele, mas eu tinha respeito por ele por não se furtar a responder perguntas, muitas delas espinhosas. Ontem parece que mudou de postura. Perdeu a cabeça em vários momentos e acabou falando algumas pérolas. Acho que seria mais legítimo dizer “erramos aqui, erramos ali, vamos tentar mudar isso, mudar aquilo, manter o que fizemos na modalidade tal, alterar o quadro do esporte x”, mas não dá pra justificar o injustificável, Isabel. Uma lástima. Cansamos desta ladainha que se repete de 1996 pra cá, com muitas promessas em vão e muito dinheiro público para o COB. Como disse uma fonte do governo ao “Estadão” de hoje cheque em branco não dá mais. Não pro COB nem pro Nuzman. Com todo respeito, chegou a hora de mudar.

  • Isabel

    A reportagem que mencionei saiu na TV ESPN ontem

    • janca

      Valeu pela informação, Isabel. Abs.

    • Vaz

      Não defendo o cara mas a reportagem foi cortada mostrando somente o que interessava com o sujeito aparentemente dando uma dura na funcionária mas fora de contexto. Aparece o Nuzmen se dirigindo a funcionária dizendo estar com …cheio e não queria nenhuma …. de reunião. infelizmente começa com a reunião e termina cheio mas não se sabe a que se referia se a mesma funcionária ou alguém externo.

      • janca

        Eu confesso que não, Vaz, então não ei o porquê da bronca dele, o que estava acontecendo, enfim, o porquê de ele estar tão nervoso. E costumava tratar bem a imprensa e não fugir das respostas, isso que me espantou ontem, fez o contrário.

  • Vaz

    Esta mais do que na hora de chutar estes caras e o governo tem uma arma poderosa para tirar estes malas do COB e Confederações: dim dim. Mas de nada vai adiantar se continuarem a colocar “colaboradores” no lugar.
    Depois de pregar o Teixeira na parede e sem sustentabilidade o cara pediu o chepéu e se mandou mas deixou o Marin no lugar. Agora dirigentes do São Paulo pregam a queda do técnico da seleção, uma tal limpeza que não se sabe o que significa e estão indicando o técnico ideal em uma total falta de ética, mudou alguma coisa? O pior é que a imprensa (salvo as exeções) e os clubes ouvem calados, qual o interesse? Sai um ruim e uma ‘suposta” influência e entra outro com influências escancarada que não disfarçam quem manda ditando o que deve a CBF deve fazer. Em caso de substituição, que moral terá o Sr. Marin e o novo técnico indicado por um clube de São Paulo? Sim depois desta e diante de qualquer situação a CBF e novo técnico poderá dizer alguma coisa? Receberá sempre o rótulo de protegido do SPFC como acontece com Mano Menezes ou seja sai um entra outro pior ainda? Já começa (ou será continua) tudo errado.
    Na outra ponta temos presidentes vitálicios em federações (particularmente do RGS e MG)arquitetando a tomada do poder na CBF como forma de afastar os paulistas e cariocas das decisões no órgão máximo do futebol. Alguma chance de isto levar a mudanças? Nenhuma. Já sai com os mesmos defeitos e sem qualquer sinal de mudança. Sem uma politica de arrasa quarteirão nas Federaçãoes nada vai mudar só piorar.
    É por esta razão que embora já tenha passado a hora de Nuzman e companhia bela nas Federação cairem fora vejo um mesmo cenário da CBF, sem mudanças nas leis nada vai acontecer. Neste momento é que a presidente Dilma deveria pressionar o congresso para alteração da Lei Pelé de forma a acabar com o nepotismo e as eternas re-eleições. Ou se enquadra ou o governo não pode mais repassar dinheiro (acaba as farras de Lei isto, lei aquilo, BNDES, loterias e etc. sob pena de crime de responsabilidade e impedimento).

    • janca

      O problema é a troca do seis por meia dúzia, como, de certa forma, ocorreu na CBF. E o problema não é o Nuzman, é a estrutura do COB e do esporte brasileiro, seja na base, seja no topo da pirâmide, como venho insistindo nas últimas semanas. Mas a Lei Piva está aí e o dinheiro entra para o COB. Mas de fato o governo pode escantear o Nuzman e o COB, como parece querer a Dilma, e como ela já fez com Teixeira, tampouco recebe o Marin. Isso, pelo menos, é bom sinal. E ao contrário da CBF o COB adora viver de dinheiro público, quase não recorre à iniciativa privada. Talvez seja mais cômodo assim.

      • alessandro

        BOA NOITE JANCA,COMO EU JA TINHA COMENTADO EM OUTRO POST,EU ACHO QUE A MELHOR SOLUÇAO E MUDAR A LEI PIVA E ESSES RECURSOS QUE SAO REPASSADOS SEREM TRANSFORMADOS EM INCENTIVOS FISCAIS PARA EMPRESAS QUE ABRACEM PROJETOS DE BASE PARA FORMAÇAO DE ATLETAS,ESSAS EMPRESAS PODERIAM USAR ESSE PATROCINIO PARA TER RETORNO DE MARKETING.ALEM DISSO EXISTEM VARIOS ESPORTES QUE DISTRIBUEM MUITAS MEDALHAS E CUJA FORMAÇAO DE ATLETAS NAO CUSTA CARO,SERIA NECESSARIO APENAS BOLSA PARA OS ATLETAS,LOCAL ADEQUADO E TALVEZ TREINADOR DE PONTA VINDO DO EXTERIOR,ESPORTES TIPO BOXE,HALTEROFILISMO,LUTA GRECO ROMANA,LUTA OLIMPICA,CICLISMO,VIMOS VARIOS EXEMPLOS DE PAISES MAIS POBRES QUE O BRASIL COM MENOS RECURSOS QUE GANHARAM MAIS MEDALHAS QUE O BRASIL SO PQ DERAM PRIORIDADE E TRABALHARAM DE FORMA SERIA NA REVELAÇAO DE TALENTOS.REPITO MAIS UMA VEZ A ATITUDE TEM QUE VIR E CIMA DA PRESIDENTA DILMA E DO MINISTRO ALDO REBELO.

        • janca

          Modificar a legislação talvez seja parte do negócio, digamos assim. Podemos continuar com 2% do arrecadado nas loterias federais para o esporte olímpico, mas não nas mãos do COB que escolhe as modalidades e as confederações que recebem a grana, a porcentagem de cada uma e ainda fica com boa parte dos recursos para si. A administração do COB não tem apresentado os devidos resultados, tanto que o desempenho do Brasil em Olimpíada de 1996 pra cá é muito parecido. Dependemos de esforços individuais. E o COB fica cada vez mais rico e mais forte, mas o esporte olímpico não. O dinheiro não chega ao atleta.

  • marco

    Exato Isabel eu vi a debate ontem na ESPN em que foi apresentada este furo… o “Nuzman dizendo que estava cansado e que estava uma merd…” microfone aberto antes do início da Coletiva.

    Primeiro o governo brasileiro brasileiro tem que sair do blá-bla-bla e investir na educação.
    Educação com esportes dos primeiros anos às Universidades…. temos 200 milhoes de habitantes… praticamente o mesmo recurso humano que os USA e maior que o recurso humano da Inglaterra que ficou com a terceira posição. Esportes difundidos e praticados nas escolas é que vão garimpar os futuros atletas e campeõs nas mais diversas modalidades.

    Segundo concordo com todos… o COB tem que rever seus métodos, sua missão e estratégia de apoio às modalidades, apoiar as modalidades que menos recursos e estruturas possuem para que o BR possa colher ouros e se tornar uma potência.

    Terceiro acabar com a perpetuação nas feredações, confedererações bem como no COB.

    Ha no plenário uma lei que esta para ser votada e estabelecerá que um mandatário poderá ocupar o comando de uma entidade no máximo duas vezes seguidas.

    Abs

    • janca

      Rotatividade no poder é vital. Não dá pra termos presidentes vitalícios seja no COB, seja nas confederações.

  • gabriel

    A partir do momento em que há um volume enorme de dinheiro publico envolvido, o governo nao tem poder para fazer uma intervenção?

    • janca

      Uma intervenção não. O que pode fazer é parar de investir no COB, que tem o monopólio sobre a administração do esporte de alto rendimento no país. Pode tirar esse monopólio do COB, até incentivando a formação de uma outra entidade que possa gerir o alto rendimento de forma melhor que o COB. Mas cheque em branco não pode seguir dando. É nosso dinheiro que está envolvido nisso tudo e o próprio Nuzman, pelo jeito, deve saber que a coisa não anda muito boa, tanto que perdeu a cabeça quando não sabia que estava sendo filmado.

  • Luiz Marfetán

    Janca, comentei ontem no jornal zh, aqui do RS, que cada medalha que o brasil ganhou custou a bagatela de R$19.400.000,00, isso (dezenove milhões e quatrocentos mil reais) CADA UMA. E uma continha simples que fiz 330 milhões que foram investidos, dividido 17 medalhas e o resultado e esse. E que certamente ouviríamos nos próximos dias alguns sem-vergonhas falarem: As metas foram alcançadas. Que o Brasil está no caminho certo. E que o trabalho deve continuar. Está registrado no Facebook p/olhar na minha pagina. Valeuuuu.

    • Corinthiano da Gávea

      E eu tenho que pagar para jogar tenis porque não existem quadras de tenis públicas. No Brasil deveria ter pelo menos umas 5000 delas.
      Acontece o mesmo com os outros esportes.

      • janca

        E existem pistas de atletismo?

        • Corinthiano da Gávea

          Pois é Janca. No meu tempo eu fazia educação física na escola, constava na caderneta de notas, o professor levava os alunos uma vez por mês para treinar atletismo. Era uma forma de se descobrir novos talentos. Hoje em dia é raridade… e para contribuir a Fabiana Murer deu aquela amarelada… rs.

          • janca

            Aí discordamos, não acho que a Fabiana Murer tenha amarelado, não. Foi até corajoso ao desistir quando sentiu que não dava. E eu também fazia educação física e achava um saco _rs. Preferia ficar lendo. Mas sei que é importante, claro, e pode ajudar a tirar muita garotada da rua. Assim como uma boa escola e cultura também tiram. Há umas orquestras com crianças carentes incríveis. É fundamental termos objetivos na vida, o porquê viver.

    • janca

      Oi Luiz. E se você considerar que neste ciclo olímpico foram investidos 2 bilhões de reais de verba pública, seja via Ministério do Esporte, Lei Piva, incentivos e isenções fiscais ou por estatais, cada medalha fica ainda mais cara _rs. Mas acha que o COB vai admitir algum problema? O discurso é de que evoluímos, o Brasil está caminhando, pra se formar uma potência olímpica o Nuzman vai precisar de mais não sei quantos mandatos, coisa e tal. Esse discurso conhecemos, Luiz. Abs.

  • Airton

    COB, CBF, federações de tudo, políticos ínúteis, só querem saber é do nosso $$$$ nos bolsos deles, o resto é pura hipocrisia, mentiras, safadezas, roubalheiras, um continuismo que só detona com tudo. Vejamos no que o Brasil cresceu nos últimos anos com o continuísmo dessas “otoridades” ou parentes ou amiguinhos dos ex. O que cresceu assustadoramente foi o patrimônio deles…..Daí sim medalhas de ouro……O Brasil é medalha de ouro em corrupção, safadezas, mensalões e impunidades, e olhem lá.

    • janca

      A CBF pelo menos não usa verba pública, mas administra um dos principais produtos brasileiros para consumo externo e interno, a seleção, algo que o COB, convenhamos, não faz. E administra mal, tanto que o produto está bem desvalorizado, Airton. Abs.

      • alessandro

        TENHO OUTRA SUGESTAO EM RELAÇAO A CBF QUE PODERIA AJUDAR E MUITO O FUTEBOL FEMININO,QUE TAMBEM ANDA NA PENURIA.COMO TODOS SABEM OS PRINCIPAIS CLUBES DE FUTEBOL DO BRASIL AUMENTARAM DE FORMA ASTRONOMICA SEUS FATURAMENTOS COM OS DIREITOS DE TV NO CAMPEONATO BRASILEIRO.POIS A CBF PODERIA BAIXAR UMA NORMA OBRIGANDO OS CLUBES A APLICAREM 5% DOS DIREITOS DE TV NO FUTEBOL FEMININO.CREIO QUE SEJA UM PERCENTUAL MUITO PEQUENO PRA ELES MAS GIGANTE PARA O FUTEBOL FEMININO.A PARTIR DAI CRIAR UM CAMPEONATO BRASILEIRO FEMININO COM JOGOS PRELIMINARES DOS JOGOS DO FUTEBOL MASCULINO.SERIA UMA ATRAÇAO A MAIS PARA O TORCEDOR E FORTALECERIA MUITO NOSSO FUTEBOL FEMININO.

        • janca

          A CBF tem dinheiro mais do que suficiente para ajudar a seleção feminina. Poderia articular com os clubes a viabilização de uma liga nacional, que até hoje não emplacou. No caso do futebol o problema não é falta de grana, mas de má gestão de boa parte dos clubes brasileiros. Que, aliás, deveriam formar uma liga, a meu ver, deixando para a CBF a responsabilidade de cuidar apenas das seleções.

  • Corinthiano da Gávea

    Ficamos atrás da pobrezinha Coréia do NORTE e empatamos em outro com a Etiópia.
    Alguém acha que esse é um país sério?
    Acorda presidente Dilma, faça algo pelo esporte brasileiro. Chega de tanta omissão. O povo mal tem acesso ao esporte, até quando?
    O Reino Unido terminou a olimpíada em 3º lugar no quadro de medalhas. Em 2016 o Brasil terá o pior desempenho de um país sede em toda a história olímpica, mas pelo jeito só estão preocupados em fazerem uma grande festa e encherem os bolsos com dinheiro público.

  • Corinthiano da Gávea

    Ficamos atrás da pobrezinha Coréia do NORTE e empatamos em ouro com a Etiópia.
    Alguém acha que esse é um país sério?
    Acorda presidente Dilma, faça algo pelo esporte brasileiro. Chega de tanta omissão. O povo mal tem acesso ao esporte, até quando?
    O Reino Unido terminou a olimpíada em 3º lugar no quadro de medalhas. Em 2016 o Brasil terá o pior desempenho de um país sede em toda a história olímpica, mas pelo jeito só estão preocupados em fazerem uma grande festa e encherem os bolsos com dinheiro público.

    • Corinthiano da Gávea

      Será que o incompetente e corrupto do Nuzman já está providenciando o discurso com as desculpas esfarrapadas como faz há décadas? Não duvido se ele disser que fomos bem, já que ganhamos duas medalhas a mais. Na olimpíada anterior teve até ministro dos esportes e presidente da república dizendo que o desempenho do Brasil foi bom. Só mesmo internando no hospício com camisa de força e dando choque no 220V pendurado de ponta cabeça num pau-de-arara.
      Se uma empresa vai mal rapidamente troca-se a diretoria, a gerência, a presidência. Chega de impunidade! seja pela ação ou pela omissão.

      • Corinthiano da Gávea

        A imprensa tem que cobrar a Dilma. Que mude a lei se preciso for, mas faça algo para modificar o estrutura do esporte brasileiro, a começar pela troca dos seus dirigentes envelhecidos e sem-vergonhas.
        Dinheiro não falta.

        • Corinthiano da Gávea

          Se o Nuzman tivesse um pingo de vergonha na cara, nem voltaria para o Brasil.

        • janca

          E o governo quer gastar mais. Mas espero que não seja via COB, tem que escantear a entidade que não tem trabalhado bem. Lembrando que o Nuzman preside ainda o Comitê Organizador Local para os Jogos do Rio-2016. Resolveu acumular funções.

          • Corinthiano da Gávea

            Bem lembrado Janca. Nada é tão ruim que não possa piorar… rs

          • Corinthiano da Gávea

            O governo deveria se preocupar em dar acesso a todo tipo de esporte para o povo, construindo centros esportivos públicos, quadras públicas e tornar o esporte ligado à educação. Depois sim se preocupar em se tornar potência olímpica. Hoje não temos uma coisa nem outra.
            Em Manaus gastou-se uma fortuna na construção de um centro esportivo de alto rendimento, depois ficou mais de ano parado por questões de briga política e falta de dinheiro. Quando morei lá fui um dia para correr e não podia utilizar a pista de atlestismo, que custou mais de um milhão.

          • janca

            Concordo, a política pública, como o próprio nome diz, tem que partir do governo. E deve ser atrelada à política estudantil. A uma política estudantil séria, Corinthiano da Gávea.

      • janca

        Que eu saiba não há denúncias de corrupção no caso do Nuzman, ao contrário do que acontecia com o Ricardo Teixeira. Mas até hoje ele não explicou direito o que aconteceu com o Pan, que ficou muito mais caro do que o vendido inicialmente e com um legado muito menor. Mas em termos de competência na gestão do COB aí a conversa é outra. A gestão é muito fraca e o esporte de alto rendimento muito mal administrado perto do que poderia ser. Uma pena. Ah! E os executivos muito bem remunerados, uma baita sede, burocracia, estrutura, tudo em dia. Para os atletas, porém, ó…

        • Corinthiano da Gávea

          Como não Janca? A ESPN enjoou de fazer denúncias. Vide o documentário “Brasil – uma candidatura passada à limpo” ou os depoimentos e blog do Alberto Murray no congresso. E o superfaturamento do Pan?
          Grande abraço…

          • Corinthiano da Gávea

            Só o Phelps em duas olimpíadas ganhou mais medalhas de ouro do que o Brasil em toda a história. E somos uma nação de 200 mi de habitantes. Na média dá uma medalha de ouro para cada 70 mi de habitantes, se vermos por esse aspecto, o Brasil deve ficar na posição 200ª no quadro de medalhas.

          • Corinthiano da Gávea

            Uma coisa é um país pequeno e pobrezinho da áfrica levar 3 medalhas de ouro. Outra coisa é o Brasil com 200 milhões de habitantes e o quinto maior país do mundo levar só 3 de ouro. Por isso eu digo que a 22ª posição no quadro de medalhas é ilusória, na realidade estamos bem abaixo disso.

          • Corinthiano da Gávea

            Desculpe-me por tantos posts, só para finalizar, a Etiópia levou 3 de ouro.

          • janca

            Mas a Jamaica, salvo engano, quatro. E Cuba, com toda a crise que enfrenta, cinco, não?

          • janca

            A ESPN faz um belo jornalismo crítico e o Alberto Murray é uma das poucas vozes de oposição e uma voz respeitável. Quanto ao que aconteceu no Pan não sei até que ponto o Nuzman tem responsabilidade, até que ponto os políticos do Rio e do Brasil têm responsabilidade, realmente não sei dizer. Mas que até hoje a coisa não está clara, não está. De qualquer forma não vejo denúncias contra o Nuzman como via contra o Ricardo Teixeira. Denúncias de corrupção, digo. De má administração aí sim. O trabalho do COB está aí pra ser contestado, nem o COB sabe explicar o que aconteceu nesta Olimpíada e o porquê de o Brasil, mesmo com muito mais verba pública, não cresce nos esportes olímpicos de 1996 pra cá. Ou avança com passos de tartaruga.

    • amendogaba

      caro colega, em montreal o Canadá não ganhou nenhuma medalha de ouro, Pensar e saber antes de falar sempre é bom.

  • Paulo

    Acho que 2016, o Brasil vai ser favorecido por ser o pais sede, apenas por isso. ou seja depois de terminada a olimpíada de 2016 eles vão vir com um papinho que o investimento nas olimpíadas no Brasil teve um ganho evolutivo de medalhas. não se enganem pois depois tudo fica na mesma mediocridade de sempre

    • janca

      A tendência é essa. Temo que eles invistam forte em alguns atletas de ponta e em determinados esportes em que somos fortes ou razoáveis, tentando atingir a meta de 30 medalhas e nos colocar entre os dez melhores. Depois a tendência é voltarmos à real e cairmos em 2020, 2024 e 2028. O principal não é ficar entre os dez ou conseguir 30 medalhas, mas atrair as pessoas para a prática do esporte, mesmo que os frutos de um trabalho que até agora não foi feito só venham mais tarde, depois dos Jogos de 2016. Esse poderia ser um bom legado da Olimmpíada no Rio, Paulo.

  • junior de goiania

    É O PAPO AQUI TÁ SERIO….
    CORINTIANO RECLAMANDO DE GASTAR DINHEIRO PUBLICO….

    • Alexandre

      É medo de faltar para o Itaquerão…

  • Alexandre

    O número mais importante é esse que você citou, Janca: 41 finais em Pequim, e 4 anos e 2 bilhões de reais depois…35 finais. É pífio!
    Outro fato importantíssimo que poucos tem comentado é que a maior parte de nossos medalhistas (ou pretendentes a medalhas) de 2012 é de atletas veteranos, que ou não vão estar em 2016 ou estarão muito velhos para ter chances concretas de medalha.
    Quer ver só? No Atletismo: Murer e Maggi. Natação: Cielo e Tiago Pereira. Ginástica: Daiane, irmãos Hipólito e Jade. Futebol Feminino: Marta e Cristiane. Judô: Leandro Guilheiro e Tiago Camilo. Taekwondô: Natália Falavigna e Tiago Silva. Vôlei de Praia: Emanuel, Larissa e Juliana. Basquete masculino: todos os caras da NBA. Vôlei masculino: todos os remanescentes do ouro de Atenas. Na vela, a classe Star do Scheidt sairá dos Jogos.
    Ou seja, a geração de 2016 teria que estar aí, se não com medalhas, ao menos chegando em finais, mas cadê as finais? Tirando poucas exceções no Judô, no Boxe, no Vôlei, a Yane do pentatlo, o Fratus, o Zanetti, o Sassaka, um ou outro no atletismo, quase não temos atletas promissores para 2016.
    Sem medo de soar fatalista, mas acho que o fracasso verdadeiro virá mesmo no Rio, e isso depois do mais que provável fracasso na Copa-14.

    • janca

      Eu até acho possível que fiquemos entre os dez, que conquistemos 30 medalhas, se o governo injetar muita grana no esporte e não via COB. Mas isso adianta pra quê? Pra nada, a meu ver. O legado do Rio pode ser outro, começar a formar gerações de esportistas do futuro, começarmos a implantar uma política esportiva para o Brasil, atrelada, claro, à estudantil, que tampouco existe. Há alunos que chegam à faculdade sem saber escrever… Mas considero que o mais grave mesmo foi, apesar de tanto investimento do governo, boa parte via COB, o Brasil ter piorado em relação aos Jogos de Pequim-2008, chegando a menos finais do que naquela ocasião. Isso é muito grave mesmo. Sinal de que muita coisa está errada.

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