Atletas x dirigentes



O desabafo de Adriana Araújo, que ganhou bronze no boxe para o Brasil, nossa centésima medalha numa Olimpíada, foi marcante. A atleta detonou a direção da Confederação Brasileira de Boxe e disse que o povo não imagina as humilhações que ela e outros atletas teriam passado por conta da cúpula da entidade, entidade que vive de dinheiro público, o meu, o seu, o nosso dinheirinho.

Segundo ela, o presidente da confederação, Mauro José da Silva, teria lhe dito que ela não tinha a menor chance de se classificar para os Jogos. E agora quer se valorizar em cima dos feitos dos boxeadores que fazem bonito em Londres.

Na natação já vimos algo parecido, o presidente da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos, Coaracy Nunes, ser atacado por Cesar Cielo, que há menos de dois anos dizia sonhar com o fim de sua gestão na CBDA antes de a dupla fazer as pazes.

Ah! A gestão de Coaracy começou em 1988, salvo engano. Ano que vem “bodas de prata”. É, no Brasil parece que temos alguns presidentes eternos. Vitalícios. E que inventam desculpas para tudo.

Não é de hoje que a natação brasileira vai mal. Chegou a seis finais olímpicas em Pequim, agora foram cinco. Tivemos só três nomes em Londres, Thiago Pereira, com a prata, Cielo com o bronze, Bruno Fratus com um bonito quarto lugar. A natação feminina praticamente inexiste. E Coaracy segue no comando. Pedindo e geralmente conseguindo mais dinheiro das loterias, via COB, e do governo, via estatais, renúncia fiscal, o que for possível. Dinheiro público, como o do boxe.

E no atletismo? Que trabalho faz a confederação, além de pedir mais verba pública?

É bom que outros atletas sigam o exemplo de Adriana e metam a boca no trombone. Mas entendo se não o fizerem. Quem controla a grana, afinal de contas, não são eles. São os dirigentes, que podem retaliar. Dirigentes que na hora das vitórias são os primeiros a quererem aparecer ao lado dos atletas, mas na hora das derrotas somem. Como sumiu Coaracy antes do final das provas de natação. E assim a nave vai. Afundando. Pelo menos para o lado dos atletas, porque os dirigentes devem estar felizes da vida. Vivem em outro mundo, outra realidade. A nave vai. E vai e vai e vai…



  • Larissa Pereira

    Os dirigentes aparecem na hora da vitória. Uma imagem que ficou pra mim foi a da prova do Cesão, que todo mundo achava que daria ouro. Nós, brasileiros, achávamos. Ele mesm achava. Não deu. Que membro do COI estava lá pra entregar as medalhas? O Nuzman. Por que será? Ia aparecer dando o ouro pro Cesão. Foi bronze e ficou com cara de quem comeu e não gostou. Mas por que será que o Nuzman estava lá? Por que será? Quando não temos chances nenhuma de medalha ele está lá? Vocês repararam o que ele gosta de aparecer? Puxa o saco de todo mundo. Do Lula e da Dilma nem se fala. Se pudesse ele faria uma reverência. Ele entrou no COB nos anos 90. Mudou tanto assim nosso desempenho de lá pra cá? Entrada de dinheiro mudou muito. Entra mais, vai entrar mais ainda no ciclo 2012-2016, vai prometer mundos e fundos pra 2016. O que ele faz da vida? Vive como? Trabalha? É voluntário do COB e do movimento olímpico? É uma vergonha como diria o Boris Casoy. Uma vergonha. Desculpem meu desabafo, mas meu estômago fica embrulhado quando vejo essa figura na TV e nos jornais com aqueles tiques nervosos todos e falando puxando o “erre” como faz o Havelange. Reparem que até isso ele copia do Havelange. É de dar nojo.

    • janca

      Não se trata de demonizar A ou B, Larissa. O problema do esporte brasileiro, tanto na base quanto no topo da pirâmide, é de estrutura. Veja o que aconteceu na CBF. Saiu Ricardo Teixeira, entrou José Maria Marin, seu vice mais velho, e a organização pouco mudou. A essência é a mesma. Mas que gostaria de ver novos nomes, novas ideias, novos projetos tanto no COB, quanto na CBF e nas demais confederações confesso que gostaria. Por isso, justamente, que defendo limitação de mandatos. Presidentes eternos não. Precisamos de rotatividade de poder, situação e oposição fortes. Partido único não.

  • Tato I

    Mas agora é a hora ideal de “botar a boca no trombone” uai! Já pensou se os atletas se unissem e promovessem um boicote as Olimpiadas Rio 2016? Eu acharia lindo. Tem que colocar pressão para, se não for possível espantar essa corja, pelo menos fazer as verbas chegarem aonde realmente é preciso (mesmo que alguma parte dela, ao menos).

    • Paulo

      Mandou bem a menina do boxe. Se fica quieta o presidente chegava lá e dizia que faz e acontece, punha o pires na mão e pedia mais dindim pro governo dizendo que o boxe evoluiu. O dinheiro tem que chegar no atleta, o que chega no atleta é uma micro fatia do bolo. Se um atleta ganhasse o que ganham os dirigentes. Depois vem dirigente dizer que trabalha de graça. A gente finge que acredita. Revoltante. Hora de botar a boca no trombone. Sigam o exemplo da menina do boxe. Corajosa ela.

      • janca

        Oi Tato, oi Paulo, naõ acho que seja, infelizmente, tão simples assim. Porque o poder e o dinheiro estão com os dirigentes e o poder público, que vivem atrelados uns aos outros. Mas também acho que quando o atleta acha que é legítimo tem mais que botar a boca no trombone mesmo. Porque executivos ligados ao COB ganham e muito bem. Já os atletas muitos seguem dependendo de ajuda da família, de esforço pessoal, do auxílio de amigos, muitos são uns abnegados mesmo. Não digo que não haja dirigente abnegado, mas duvido que seja a regra. E que eles gostam de aparecer, bem, alguns adoram um holofote. Adoram. A vaidade, a vaidade…

    • Patricia Abreu

      Tato, esta é uma ideia sensacional! Mudancas urgentes ou boicote dos atletas em 2016! Os atletas nao tem ideia do PODER que possuem. Acho que um bom comeco seria uma CPI no esporte Olimpico, e exigindo que o COB libere a sua folha de pagamento milionaria, colocando limte de apenas uma reeleicao, criterios bem claros sobre a divisao dos recursos publicos, e o mais importante: quanto exatamente desses recursos chegarao na mao dos atletas.

      • Tato I

        Patrícia, se um gerente de uma loja não gera resultados satisfatórios ele é demitido. Simples assim. Acredito na política dos resultados, sempre se respeitando os princípios éticos, é claro. A rotatividade do poder é uma das mais belas ferramentos da democracia, há que se trocar sim o comando de tempos em tempos para que o ciclo de renovação, novas idéias e projetos se mantenham ativos. Quanto a prestação de contas, ah, isso é mais que necessário. É o nosso dinheiro que está ali. Devemos e temos o Direito de saber o que se está fazendo com ele.

      • janca

        Mais transparência é o que você pede, Patricia, e com toda razão. Quanto dos recursos chega de fato aos atletas? Os atletas não têm de fato ideia da força que possuem. Por isso precisamo de mais força e do nosso apoio, nós que fazemos parte da chamada sociedade civil. Abs.

  • Sem esperança

    Sabe, tenho 37 anos, e garanto a vcs, perdi a esperança em nossa sociedade. Perdi a esperança pelas pessoas de um modo geral, desde o comandado aos comandantes. Tudo o que vemos, desde o alto escalão governamental até o mais humilde funcionário, incluindo cartolas esportivos, sao só negociatas e defesas de interesses pessoais, e o pior disto tudo e que achamos normal, e ate em alguns casos aceitamos… O povo brasileiro e ótimo, mas muito pacifico. Infelizmente em curto espaço de tempo nao veremos mudanças, pois isto aí esta entranhado em nossa sociedade de tal forma que a tendência e somente piorar. Cade o Rui Barbosa?

    • janca

      O pior é que eu tendo a concordar com você. Volta e meia perco a esperança também, depois me esforço, consigo retomá-la, vejo uma iniciativa aqui, outra lá que acho bacanas, alguns exemplos que me comovem, mas a experiência humana… Não é só por aqui, não. A sociedade em geral me assusta. Também tenho andado bem pessimista, confesso. Bem pessimista… Mas seguindo em frente e tentando fazer minha parte da melhor forma possível. Enfim… Vida que segue. Abs.

    • Tato I

      Passei por essa fase também. Numa época da minha pensei seriamente em me isolar no Xingú. Queria virar índio mesmo, aquela idéia romântica, viver para cada dia… Mas nem isso existe mais. Agora, casado e com um filho a caminho penso que não tenho o Direito de perder as esperanças. De um modo ou de outro tenho que tentar proporcionar um mundo melhor para meu filho, ainda que seja apenas dentro de minha casa.

  • Marcos

    jANCA, estou chateado com as poucas conquista, acho que o problema é o Arthur Nuzmann,Presidente do COB, pois foi dado muita grana das loterias, para tão poucos resultados,pois acho que ninguem programa para 8 anos, com 4 anos deveriamos ter mais resultados, e não estou desmerecendo as medalhas ganhas, mas o Presidente do COB, também sentou na poltrona e passou super-cola.

    • janca

      O presidente do COB está há quase duas décadas lá e os resultados, mesmo que acabem sendo um pouco melhores em Londres do que nos Jogos anteriores, não têm mudado muito de 1996 para cá. Mas não é número de medalhas (ou de ouros) que me preocupa. Confesso que se ganharmos 15, 18 ou 20 medalhas ao todo, 3, 5 ou 7 ouros, enfim, não é isso que fará a diferença. Muito pouco tem sido feito pelos atletas, há muito mais dinheiro _2 bilhões de reais no atual ciclo olímpico de verbas públicas_ para sustentar executivos, burocracia e estrutura do COB, mas os atletas são menos beneficiados do que poderiam. Não digo que não sejam beneficiados porque são, com mais vantagens, maior intercâmbio, mas nem todos. E perto do que poderia estar sendo feito acho que pouco avançamos, Marcos, o que é uma pena. E sentar na poltrona e não sair nunca mais de lá não dá. Mas do jeito que funciona o COB, que é quem repassa as verbas às confederações, que elegem o presidente, ele só sai de lá quando quiser.

  • Johannes

    Corajosa mesmo a Adriana João Carlos, nossos “tiranetes” têm tudo nas mãos para retaliarem os atletas, passam cola nas suas cadeiras e se agarram aos seus cargos, é isso aí mesmo..infelizmente, ..linha por linha você descreveu muito bem a situação…e parabéns a Adriana, Esquiva e Yamaguchi, assisti a luta do Esquiva, ele é muito bom lutador, acho ele o mais qualificado dos três e não me surpreenderia se ele for a final e até se ganhar, …e me surpreendeu o Yamaguchi, ter passado pelo cubano, foi uma grata surpresa !

    • janca

      Também achei, Johannes, mas como têm apontado alguns internautas neste espaço talvez os atletas não tenham noção do poder que têm em mãos. Podem derrubar ou ajudar a derrubar muitos dirigentes por aí. Têm que ter mais voz ativa, pois são eles que dão a cara a bater. Grande abraço e ótima tarde de quinta, João Carlos

  • Rafael

    Acho que o que essa atleta fez, é a vontade de todos os atletas!

    é uma vergonha o incentivo ao esporte no Brasil, não vejo nenhum jovem treinando para ser atleta, 100 m rasos, salto com vara, só vejo o futebol.
    Vale a pena isso Janca?
    Claro, o futebol é uma mina de Ouro!

    Isso é uma pena, o Brasil deveria seguir o molde dos EUA, lá a maioria dos esportes é levado sério, e não só o futebol.

    • janca

      Não sei se é a vontade de todos, mas que certamente é a vontade de muitos deles é. E eles têm que saber o momento de abrir a boca. Um dos momentos é agora, nos Jogos de Londres. E depois têm todo o direito de reclamarem de possível falta de condições de treinamento para o Rio-2016. Reclamar do governo, do COB, das confederações, das federações… Os atletas têm de ter voz ativa. Abs.

  • fabio

    e eu me perguntando pq os atletas de várias modalidades não tem apoio do governo por aqui , entendi agora pra onde vai a verba do ministério do esporte , das loterias e imagino que tb da caixa da petro , interessante que as olimpiadas estão a 4 anos se acontecer e acho que o cob espera fazer bonito só com futebol e o vôlei , se fosse pra ter começado um apoio as outras categorias e conseguirem realizar um evento decente , já passou da hora

    • janca

      Não, Fabio, o COB vai pedir mais e mais dinheiro do governo alegando que é preciso chegar entre os dez primeiros em 2016. É uma história conhecida, a falácia da potência olímpica. Abs.

      • janca

        Da suposta potência olímpica, digo. Uma promessa vazia, se formos parar para pensar.

  • Vaz

    Temos uma lei que se não me falha a memória já foi aprovada na câmara ou senado (ou vise versa) que determina para as entidades que recebem algum tipo de dinheiro público, uma única re-eleição para presidência nos moldes do que ocorre para os cargos majoritários no país. Temos que começar a presionar e a imprensa é o melhor caminho para isso, de forma que este projeto de lei seja rapidamente aprovado e sancionado. Aí começaremos a mudar as coisas. Caso contrário a coisa acaba em uma troca de interesses e não sai nada.
    Também acho que nos próximos 4 anos e começando hoje, que haja uma maior cobertura da imprensa, denúncias e cobranças e não esperarmos a próxima competição relevante para reclamarmos das mesmas coisa. tem que haver cobrança e forte e que atletas também parem de se submeter e comprem a briga como muitos já fizeram. Não adianta colocar-se na posição de injustiçado e reclamar depois.Se não tive-se ganhado a medalha de bronze, teria ficado quieta.? Onde estão os outros atletasDa forma que aparece fica a impressão sempre de picuinha pessoal e os expertões continuam mamando.

    • janca

      Oi Vaz. Que eu saiba tanto o COB quanto a CBF não precisam restringir os mandatos de seus dirigentes, que podem se perpetuar no poder, como têm acontecido. Recebendo (caso do COB) ou não (caso da CBF) dinheiro do govero. Cada entidade tem seu estatuto e o que defendo é uma reforma estatutária, os próprios atletas, a sociedade e, no caso do COB, o governo, que de certa forma o financia, deveriam cobrar mais. Sobre a Adriana acho que ela gritou na hora certa, se tivesse gritado antes ninguém teria escutado e talvez nem tivesse ido a Londres, iam achar que era picuinha pessoal. Mas cabe a cada atleta decidir se abre a boca ou não, se acha que é o caso de abrir a boca, enfim. O taekwondo na outra Olimpíada deu o que falar. Seus dois principais representantes abriram o bico, reclamando da falta de apoio, lembra? Tanto no masculino quanto no feminino. E eles têm mais que reclamar seus direitos. Pois quando ganham muitos lucram em cima deles, inclusive mídia e dirigentes.

  • Luiz Marfetán

    Vai, vai, vai e vai e não temos como para-los. O que essa moça disse e de arrepiar os cabelos, mas como todos sabemos vamos continuar assim até 2016, 2020, 2024 em fim vai….

    • janca

      O que é uma lástima. Por isso que temos obrigação, nós, da imprensa, de dar voz aos atletas. Muitos têm o que falar. E têm boas propostas, boas ideias. A hora é agora. Rio-2016 é uma grande oportunidade. Não só para os dirigentes, mas para quem sonha em mudar o esporte no Brasil. E que, a meu ver, não são eles _pelo menos boa parte dos dirigentes que conheço gostaria de deixar como está ou conseguir mais verba. Do governo, claro. E não para ajudar os atletas. Ou para ajudar se tiverem algum retorno depois. Para suas federações e confederações. É fogo, Luiz.

  • alessandro

    Acho que funcionaria melhor de cima para baixo,e poderia ser feito pelo ministro dos Esportes,baixando uma norma na qual so poderia receber verba publica as confederaçoes que tiverem rotatividade no poder e que prestrem contas de todos os gastos,acho q isso começaria a minar o poder desses sanguessugas que tiram o dinheiro de quem merece e precisa e começaria a colocar um pouco de luz nas confederaçoes e de outro lado os atletas se mobilizarem para colocar nas confederaçoes gente seria.Acho que precisa ser feito pressao em cima do ministro Aldo Rebelo,que tenho como uma pessoa seria,por parte da imprensa e dos atletas.

    • janca

      A pressão tem mesmo que ser feita de cima pra baixo e a sua sugestão _sobre repasse de verbas públicas_ é interessante, Alessandro. Abs.

    • janca

      E mudando um pouco de assunto, mas nem tanto assim, quando o investimento é feito o retorno tende a acontecer. Caso do vôlei, que, justiça seja feita, é o esporte de origem do Nuzman. Que vitória das meninas contra o Japão. E estamos na final olímpica contra os Estados Unidos. E que trabalho do Zé Roberto! Assim como ótimo trabalho do Bernardinho com os rapazes, que amanhã disputam as semifinais amanhã.

    • janca

      E mais um ponto importante. Por que não importamos técnicos estrangeiros em algumas modalidades? O atletismo pode ser uma delas. Falta tanto investimento… E a Jamaica, com o Usain Bolt, ganhou mais um ouro nos 200 metros. E uma prata. E um bronze. Impressionante.

      • janca

        E ficamos com a prata no vôlei de praia (final masculina). Que jogo! Pena, porque a dupla brasileira jogou muito, mas a alemã também e mereceu a vitória e o ouro. Parabéns pra eles, o clima numa arena de vôlei de praia em Olimpíada é impressionante. Pude sentir em Sydney-2000, no Rio-2016 certamente será, como foi em Londres-2012.

  • Vaz

    Janca, encontrei a matéria que comenta a aprovação que foi ainda na CCJ da lei que limita o mandato e reeleição de dirigentes. A Lei altera artigos da Lei Pelé – A reportagem neste caso está no próprio Lance, mas havia acompanhado esta votação pelo canal da Câmara. http://www.lancenet.com.br/minuto/Camara-aprova-reeleicao-dirigentes-federacoes_0_734926622.html

    • janca

      Valeu por enviar o material, Vaz. Abs.

  • Emerson luiz Fonseca

    Caro Janca, comentei aqui que os lutadores de boxe tinham que matar um mamute com as proprias mãos, não para enfeitar uma parede,mas para não morrer de fome.
    Essa moça lutadora de punhos e palavras contundentes,deu um direto na mandibula não de um mamute,mas de um dinossauro velhaco e aproveitador (modelo de gestão que impera em nosso esporte). Bronze que vale ouro literalmente,como vc disse,nossos atletas não sabem a força que tem. Acho que o velhaco continua no poder,mas com algums dentes a menos.
    Obrigado pelo espaço e atenção dada a todos os que aqui escrevem.valeu.

    • janca

      Foi a chance de a atleta desabafar e se fazer ouvir. Reclamou inclusive que um outro atleta, ouro no Pan de 2007, acabou ficando fora de Londres por não ter seguido as ordens do presidente da confederação, que queria todo mundo treinando em São Paulo. Pelo jeito ele não escuta as reivindicações dos atletas e pelo que vi ontem saiu com resposta política. Parabenizou a atleta, o “renascimento” do boxe brasileiro, lembrou que há eleições para presidente da confederação _deve ser candidato a mais um mandato_ em janeiro e discursou como tantos que conhecemos e discursam em Brasília ou em qualquer outro canto do país. Abs.

  • renato sa

    Fique o exemplo que aconteceu na final do futebol feminino (em que as japonesas foram garfadas, garantindo o segundo ouro suspeito ao futebol feminino americano), 80 mil pessoas vaiando Blatter e uma das jogadoras japonesas se recusou a cumprimentar o dirigente corrupto! São poucos os atletas que peitam dirigentes, mas um parabéns aos que o fazem.

    Do mais, e mudando de assunto, muito o COI falou e o COB reiterou: “A carta olímpica não contempla e não aceita os quadros de medalha, uma vez que as olimpíadas não são uma disputa entre países”. Pois bem, é só entrar no site oficial das olimpíadas e ver tal quadro: http://www.london2012.com/medals/medal-count/

    Do mais, um bom final de jogos pra todos nós espectadores e pros atletas!

    • janca

      São poucos os atletas que peitam os dirigentes, porque existe o império do medo e da submissão. Eles não sabem a força que têm. Mas que oficialmente, digamos assim, a Olimpíada não é uma disputa entre países não é, segundo diz a carta olímpica. Grande abraço e ótima sexta pra você, Janca

  • Alexandre

    E tem também a frase do Diogo Silva, do taekwondo, dizendo que após os Jogos, voltaria para o buraco.
    Tocante.

    • janca

      Uma frase forte mesmo, ele é uma atleta de personalidade. Mas os dirigentes certamente vão continuar surfando com o dinheiro público. O triste é a realidade de muitos atletas. Quantos Zanettis não temos perdidos por aí?

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