O turismo olímpico



Não, não vou escrever que o Brasil está fazendo turismo em Londres, apesar do desempenho abaixo do esperado em algumas modalidades, mas acima do esperado em outras, porque o foco deste post é, de fato, outro. Um sinal de alerta para o Rio-2016.

Não é que o número de turistas visitando a capital inglesa caiu vertiginosamente durante os Jogos? Isso não é regra, mas pode acontecer. Em Seul-88, Barcelona-92, Atlanta-96, Sydney-2000 e Pequim-2008 houve um aumento no fluxo de turistas já durante os Jogos, mas em Atenas-2004 não e em Londres-2012 tampouco.

Talvez porque Atenas e Londres já recebam muitos turistas de fora, como também acontece com o Rio, turistas que tenham desistido de ir às cidades durante a Olimpíada com medo de tumultos, congestionamentos e superlotação.

De 500 mil pessoas esperadas para o evento um quinto apareceu, quando o número de turistas no período muitas vezes chega a 300 mil. Agora não passou de 100 mil. Hotéis, que haviam aumentado o preço, reduziram na última hora numa tentativa desesperada para atrair mais gente, o que não deu certo. E alguns chegam a ter ocupação de 50% da capacidade.

O que fazer? Uma política de turismo, aproveitando a Olimpíada, de médio e longo prazo, como aconteceu com Barcelona. Deve ser esse o foco do Rio. Mostrar-se ao mundo, como está fazendo Londres, para colher os frutos depois da competição. O mesmo vale para a Copa, que é realizada em 12 cidades.

Curiosamente, aliás, Londres esteve bem congestionada, muito acima do normal, na semana que antecedeu os Jogos, mas quando eles começaram vários moradores saíram para outros destinos, enquanto que uma boa parte está de férias, folga ou trabalhando em casa, já que a organização fez acordo com empresas para manter os funcionários longe de metrôs, trens e linhas de ônibus.

Semana que vem, já sem os Jogos, volta tudo ao normal. E que Londres consiga colher os frutos de seu investimento para se mostrar ao mundo nos próximos 12 ou 24 meses. E que isso sirva de exemplo para nossos dirigentes e políticos tendo em vista os Jogos de 2016, que estão aí, afinal de contas.



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