O nome do atletismo



A sensação do atletismo em Londres pra mim tem nome: Oscar Pistorius, sul-africano que teve as duas pernas amputadas e vai disputar os Jogos com suas próteses de fibra de carbono.

O assunto é polêmico. Há quem diga que ele leva vantagem, já que “carregaria” menos peso, o que lhe exigiria uma força muscular menor a cada passada, mas há quem diga que tem desvantagem, pois a arrancada tende a ser mais lenta e o equilíbrio mais complicado. Há quem veja uma competição desleal, enfim, seja ela contra ou a favor de Pistorius, mas o fato é que ele está aí e vai causar furor.

Não vou entrar na questão “técnica”, pois não tenho opinião formada e a Corte Arbitral do Esporte decidiu que o sul-africano pode competir nos Jogos desde que use as próteses que apresentou, proibindo-o de substituí-las por outras mais leves e mais velozes, já que fornecedores não faltam.

A mim interessa mais a história de Pistorius e o exemplo que pode passar para muita gente. O de que temos de levar a vida possível e fazer o melhor sob as condições que nos são apresentadas.

Pistorius teve as pernas amputadas quando tinha 11 meses devido a um problema congênito. Quando criança tentou outras modalidades, entre elas o polo aquático e o tênis, mas no final partiu para a carreira no atletismo. Aos 25 anos de idade, atribui as conquistas ao incentivo de sua mãe, Sheila, que nunca o fez desistir.

Estudante de ciências do esporte, o sul-africano é prova de que participar pode, por si só, ser a maior das conquistas. E de que o esporte significa muito mais do que uma medalha. Uma história incrível. E que vai parar em Hollywood, espero que trazendo mais o lado humano do que o técnico. Porque no fundo _e no raso também_ é realmente o primeiro que importa.



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