O handebol e o dinamarquês



Se basquete e vôlei feminino do Brasil acenderam o sinal amarelo, quase vermelho, o handebol tem ido com tudo na Olimpíada. O trabalho das meninas tem sido bem conduzido, o que não é de hoje.

Um dos responsáveis, mas longe de ser o único, é o técnico dinamarquês Morten Soubak. O handebol é um dos principais esportes dos países escandinavos e não são raras excursões de garotos e garotas praticantes em colégios e clubes brasileiros para a região. O intercâmbio com dinamarqueses, suecos e noruegueses é saudável, seja por meio de clínicas, aulas ou da presença de profissionais europeus no dia a dia do esporte nacional, oxigenando o ambiente com suas ideias e conceitos. É o caso de Morten Soubak, que faz um belo trabalho com as garotas.

Mas o desenvolvimento do esporte, que em Londres tem seu melhor momento, com duas vitórias incríveis contra Croácia e Montenegro, além de ter superado com tranquilidade ontem a anfitriã Grã-Bretanha, é contínuo. Muito praticado em escolas públicas e privadas do Brasil, o handebol como esporte profissional ainda precisa ser mais trabalhado no país, embora talentos tenham aparecido, muitos dos quais acabam parando no exterior, o que dá uma boa base, além de experiência, para a seleção.

No caso do feminino, o Brasil já havia disputado os Jogos de 2000 e 2004, tendo caído as duas vezes nas quartas de final, mas vencido apenas um jogo na primeira fase. Também participara dos de Pequim. Realizamos ainda o Mundial Feminino de 2011 e entramos de vez no cenário internacional.

Mas tanto para as meninas quanto para os rapazes, que não se classificaram para Londres, aconteça o que acontecer com o handebol feminino em 2012, há muita coisa a fazer. Uma liga nacional mais forte e atrelada à TV, com parceiros comerciais visando à Olimpíada de 2016 e dedicados à formação de um público para o esporte, é necessária. Assim como um trabalho em escolas e universidades e o intercâmbio com os países europeus, que dominam a modalidade. Uma medalha em Londres ajudaria muito, pois o Brasil é um país que carece de ídolos e é dependente deles. Mas isso não basta.

Venha ou não uma medalha, o trabalho do handebol feminino tem de ser observado, pois já entrou para a história, são 19 jogos invictos e três vitórias em Londres contra seleções europeias, as principais do cenário mundial. Amanhã teremos Angola e domingo fechamos a primeira fase contra a Rússia, jogo que deve definir a primeira colocação do grupo. Só o fato de podermos ficar em primeiro na chave já é incrível. E o melhor: as atuações do Brasil têm sido de fato consistentes. Uma modalidade que tende a crescer por aqui. Já era tempo…



  • Luiz Fernando

    Discordo Janca. Se o Brasil perder nas quartas-de-final vai ter conseguido o mesmo resultado de 2000 e 2004. No masculino fomos por milagre pra 2004, nem vaga conseguimos pra Londres. Handebol mal passa na Tv brasileira. A imprensa faz oba-oba, o Brasil pode conseguir medalha em Londres, mas falam do handebol feminino porque o vôlei e o basquete estão um vexame. É uma coisa passageira essa coisa do handebol. Passou a Olimpíada todo mundo esquece.

    • Luiz Fernando

      Você falou do Mundial feminino de 2011 o ginásio estava vazio. A imprensa noticiou um dia depois esqueceu. Foi o Mundial que ninguém viu. Ninguém aqui no Brasil viu, entende o que quero dizer? É coisa de momento.

      • janca

        Quem discorda sou eu. Mesmo que caia nas quartas de final o Brasil já vai ter feito história no handebol feminino, são três vitórias na primeira fase contra Croácia, Montenegro e Grã-Bretanha, feito inédito. Não acho que seja algo passageiro _o handebol_, é uma modalidade tão praticada em escolas e com tantos problemas no topo da pirâmide, ou seja, quando se trata de alto rendimento… E isso pode ser modificado e pouco a pouco já está sendo, inclusive com este intercâmbio com o exterior e com novos ares no handebol nacional, seja com técnico espanhol, seja com técnico dinamarquês e profissionais de outros países europeus que vão muito bem no esporte.

        • Luiz Fernando

          Pode estar fazendo história, mas a imprensa esquece logo. Pode ser que fale até 2016, mas depois de 2016 esquecem de novo. E o Mundial feminino? Vai dizer que os ginásios estavam cheios? O handebol tem muitos problemas e uma confederação que fica no Sergipe.

          • janca

            O Mundial feminino foi um passo para colocar o Brasil no calendário de eventos importantes do handebol, Luiz Fernando. Teve problemas de organização? Teve. De divulgação, contato com a imprensa etc. etc. etc., mas foi um passo adiante. Deveriam ter procurado escolas, clubes, universidades, distribuído entradas para os jogos, divulgado melhor o evento, claro, mas ainda assim foi um avanço. Sobre a sede da confederação ser em Aracaju não veria problemas _antes fora em Maceió_ contanto que a entidade desenvolvesse o esporte na região, quando ele é mais forte no Sul e principalmente Sudeste (leia-se São Paulo). O que isso mostra, no entanto, é um certo amadorismo da confederação, pois a sede vai para onde o presidente da entidade manda. E como a maioria das confederações e do próprio COB falta rodízio de poder, rotatividade e alternância de poder, digo. Outras vozes para a entidade seriam importantes. Isso tem que mudar!!!

  • Dennis

    Acho o fundamental para o sucesso de qualquer esporte, que exista uma boa base. O fato do handebol ser tão praticado em escolas públicas e também em universidades já cria uma estrutura que poderia ser melhor administrada.

    Estádio vazio infelizmente você vê em qualquer esporte, basta levar em conta o público do futebol nos estaduais ou até mesmo em muitos jogos da séria a e série b… Isso não justifica.

    O que precisa é um bom plano e uma boa gestão, para que as coisas aconteçam e evoluam. Claramente houve uma melhora da equipe feminina de handebol. Vamos torcer pelo sucesso nessas olimpíadas, mas especialmente que os acertos continuem e que os próximos passos sejam tomados.

    • janca

      Concordo contigo, Dennis. Também acho que o fato de o handebol ser tão praticado em escolas e até universidades já é, por si só, uma grande vantagem, mas a estrutura tem que ser administrada melhor. Precisamos de um plano de gestão, de boas ações de marketing e também de vitórias, que são fundamentais para qualquer esporte, como você tão bem colocou. E no caso do handebol elas estão vindo, o que dá mídia. Abs.

  • Os atletas que estão em Londres não têm culpa de NADA! Só há um culpado: o Estado. O estado que não promove a massificação do esporte. O Estado que acabou com a Educação Física nas Escolas. O Estado que acabou com a Educação Física nas Universidades. O Estado que mudou a grade curricular do professor de Educação Física, já que agora, ele entende bastante de humanismo, mas desconhece a parte técnica que antes existia no curso! O Estado que não cria estrututa humana, instalações físicas, orçamentárias e adminitrativa.
    É o Estado o responsável pelas vergonhas que passamos em cada Olimpíadas.
    É o Estado o culpado por se gastar tanto dinheiro em cima de um pequeno grupo que se repete sempre em cada Olimpíadas, pois não há outros atletas, já que o Estado não proporcionou o surgimento de outros.
    É o Estado, sim, o culpado, sempre! Deve-se lembrar que a prática esportiva também é saúde e, portanto, dinheiro no bolso do Estado, desde que praticado de determinada forma.
    Não se culpa a iniciativa privada, pois esta não obrigação de promover a prática esportiva na infância e adolescência. Não é ela a responsável por formentar essa cultura no povo. Ela pode ajuda, mas é o Estado o responsável inicial.
    Estamos perdidos, pois é esse Estado que temos, do qual dependemos, que tem a responsábilidade de massificar o Estado.
    Agora, perguntem: o Estado tem algum plano para resolver esse problema crucial? Não tem. O Estado sabe do problema? Sabe. E aí? Estamos perdidos. Se até agora temos passado vergonha, preparem-se para o vexame que será 2016, no Rio.

    • janca

      Discordo, embora não ache que o número de medalhas conquistadas seja o melhor dos parâmetros, não, e uma análise melhor tem que ser feita depois dos Jogos, que nem chegaram à metade. Responsabilidade tem também e principalmente o COB, que recebe verba pública e trabalha mal o esporte de alto rendimento do país. Como trabalha mal boa parte das confederações atreladas a ele.

    • janca

      Um dos grandes erros do governo é soltar dinheiro até não poder mais para o COB administrar. Gastamos mais de 2 bilhões de reais no último ciclo olímpico com verbas governamentais. Parte dele para manter a estrutura e a burocracia do próprio comitê, remunerando com valores muito significativos os próprios executivos, que mais parecem políticos.

      • laura

        brasil ganhou a quarta medalha hj., bronze judô feminino, pode ter mais duas na natação, thiago pereira à tarde e amanhã cielo, fecharia semana com seis. se vôlei de praia der quatro medalhas estimativa de 15 do cob fica mais perto. se futebol ter dois ouros fica mais próxima estimativa do governo de 20, principalmente com handebol, ninguém apostava em medalha, hj. vemos que é um sonho possível, jogamos de igual pra igual com melhores seleções do mundo

        • janca

          Mas a questão não é essa, Laura. Poderíamos ter conseguido medalhas com o Leandro e o Tiago no judô, por exemplo, isso mudaria alguma coisa? Ok, neste momento estaríamos com seis e não quatro medalhas, mas a questão é muito mais abrangente. Estamos sempre nos mesmos esportes, o que tem sido feito para melhorar os demais? Esgrima, ciclismo, tiro, lutas (temos só um representante quando damos “show” no MMA), saltos ornamentais… A questão definitivamente é outra…

          • Alexandre

            Concordo, Janca.
            Os esportes em que conquistamos algo são sempre os mesmos: Judô, Vôlei (quadra e praia), Vela, Futebol, Natação e Atletismo. Nestes dois últimos graças a alguns fenômenos esporádicos. A Ginástica, que parecia promissora há uns 5 ou 10 anos, regrediu.
            Se não nos desenvolvermos em outros esportes, nosso limite será sempre de 15, no máximo 20 medalhas.
            Para 2012 periga não chegarmos nem nas mesmas 15 de Pequim, pois não estamos muito bem nos esportes coletivos: basquete feminino, futebol feminino e (quase) volei feminino fora. Handebol feminino e Basquete masculino ainda incipientes. Sobra o alienígena Futebol masculino e o Vôlei masculino, este último em ligeira decadência.
            Sobra o sempre salvador Vôlei de praia, o “carro chefe” Judô, o Scheidt, o Cielo e alguma medalhinha no Atletismo e, talvez, no ressurgido Boxe.

          • janca

            E dependemos muito de talentos individuais.

  • Johannes

    Legal mesmo a indiscutível melhora do handebol brasileiro João Carlos, pena que não temos uma liga forte e que somente uma das atletas jogue no Brasil, …infelizmente pegaremos uma equipe do Grupo da Morte no cruzamento posterior da fase de grupos…precisaremos fazer uma boa partida !

    • janca

      Ainda assim, Johannes, acho que temos condições de avançar mais, mas se ficarmos nas quartas de final o resultado desta primeira fase, com três fantásticas vitórias no início do torneio, mostra uma evolução. Mas falta muito e você tem razão. E não estou me referindo à chance de medalha ou não do handebol agora em Londres. Falta uma liga forte, falta trabalho mais ligado à base, haverá um centro de treinamento forte em São Bernardo do Campo, mas é preciso muito mais. E chegou a hora de a confederação parar de viver de recursos do COB, da Lei Piva e de estatais prioritariamente e diversificar suas ações e iniciativas de marketing.

      • janca

        Ah! E parece que o Brasil _estava lendo agora no “Estadão”_ está invicto há 21 e não 19 jogos, o que é ainda melhor. Mas o jogo contra a Rússia será complicadíssimo. E a partir daí não tem jogo fácil mesmo. Mas com ou sem medalha esse grupo está de parabéns, mesmo que jogue no exterior porque no Brasil não há mercado pra elas, digamos assim. O que mostra que falta um trabalho por aqui…

        • Johannes

          Concordo com tudo que escreveste aí João Carlos, e torço também para o êxito dessas garotas batalhadoras, o crescimento do nível do handebol brasileiro pra mim foi grande mesmo, digo isso em função dos resultados da primeira fase e também se dermos uma olhada nos clubes onde atuam as brasileiras hoje, algumas em clubes de ponta das ligas européias…e a Liga faz falta mesmo não só no handebol mas também em outros esportes…e também acho importante a enfase que tu deste em relação a forma de captar os recursos…embora não seja fácil contar com a iniciativa privada é preciso ser criativo e encontrar soluções que não dependam do dinheiro público…Grande Abraço.

          • janca

            É isso mesmo, Johannes, pelo jeito pensamos de forma bem parecida mesmo. E essas garotas são muito batalhadoras mesmo, como a maioria dos atletas, aliás. O problema talvez esteja nos dirigentes. Talvez não, pelo jeito está mesmo. O handebol tem crescido, mas como você mesmo lembrou quase todas elas atuam na Europa e precisamos desenvolver a modalidade aqui dentro também. A ideia de uma liga forte não pode ser descartada. Nem hoje nem amanhã. Nem uma nova forma de captação de recursos, especialmente junto ao setor privado. Grande abraço, Johannes, e uma excelente sexta-feira pra você, João Carlos

  • O trabalho da equipe de handebol realmente merece aplausos, é uma equipe fortissima, esse esporte é muito praticado aqui no Brasil, mas o grande problema como foi falado anteriormente é falta de divulgação, é preciso parar de mimar só o futebol, temos história e tradição mas se realmente queremos ser uma potência olimpica temos que divulgar e despertar o interesse dos jovens por outros esportes como por exemplo a esgrima que é pouco divulgada no nosso país, eu tenho uma idéia fixa de que cada Estado do Brasil pudesse ser sede de um esporte olimpico, e cada Estado fosse responsável pela manutenção dele, e claro preparar os atletas depois que ele decidir parar, preparando futuros cidadãos, enfim trazer técnicos de fora é uma boa, o grande exemplo é a ginástica dos USA, está cheio de treinadores do Leste Europeu morando lá, abriram centros de ginásticas e fortaleceram o esporte no país, resultado a equipe norte-americana foi ouro e a melhor atleta da ginática é americana, isso mostra que o dinheiro investido e bem aplicado gera resultados grandiosos, mas infelizmente a cultura politica do nosso país impede as boas realizações.

    • janca

      A cultura política é um entrave mesmo. E acho interessante sua ideia de várias sedes de esportes olímpicos, mas penso um pouco diferente. Podemos tentar despertar o interesse dos jovens por outros esportes menos conhecidos e praticados por aqui em várias regiões e usá-los como instrumento de inserção social. Sobre atletas estrangeiros vamos precisar deles em diversas modalidades, principalmente nas menos praticadas no Brasil, e eles têm dado bons resultados, caso da ginástica, onde seguimos a escola do Leste Europeu, do próprio handebol, do basquete masculino…

  • Gustavo Dias

    Precisamos urgente de uma Liga Nacional competitiva e de maiores investimentos. Veja o crescimento incrível do basquete masculino nos últimos anos, vocês acham que se deve a quê? Sem dúvidas, à liga nacional, o NBB. Eu sei que o Universo Brasília/UniCeub dominou às últimas temporadas, mas é notável o engradecimento de outras equipes. O Handebol brasileiro precisa de uma liga, os clubes precisam de maiores patrocinadores e o apoio da TV para trazer atletas e treinadores estrangeiros como o Soubak que estejam dispostos a somar. Aí sim eu creio no Brasil como futura potência também no Handebol, mas precisamos de muito para chegar lá. Eu torço que as meninas consigam medalha nesta olímpiada, porém espero que esta campanha não engane a confederação achando que esteja tudo certo!

    • janca

      Tem toda razão sobre o crescimento, já era tempo, aliás, de voltarmos a crescer na modalidade, do basquete masculino. A liga (NBB) forte foi fundamental no processo, fundamental. A decisão, por exemplo, passou ao vivo na Globo e as outras fases da competição foram mostradas pelo Sportv. Tudo isso é importantíssimo para um esporte. E público nos ginásios com parceria com clubes, empresas e escolas. Grande abraço, Janca

  • alessandro

    BOA NOITE,ACHO SENSACIONAL O PROCESSO PELO QUAL ESTA PASSANDO O HANDEBOL TANTO NO MASCULINO QUANTO NO FEMININO,MAS PODERIA SER FEITO MAIS.QUANTO AO VOLEI FEMININO CREIO EU QUE SEJA APENAS UM ACIDENTE DE PERCURSO,TALVEZ ESTEJA COM ALGUM PROBLEMA NO ELENCO,COISA QUE VIRA A TONA EM ALGUM MOMENTO JA QUE O VOLEI DENTRE OS ESPORTES COLETIVOS BRASILEIROS E O QUE TEM TANTO DINHEIRO COMO UMA MELHOR ESTRUTURA.JA O BASQUETE FEMININO……..ESSE SIM PASSA POR UMA SERIA CRISE SE FORMOS COMPARAR COM O QUE ACONTECE COM O HANDEBOL O BASQUETE FEMININO FICA EM UM SITUAÇAO RIDICULA,JA QUE PODERIA TER APROVEITADO O LEGADO DE HORTENCIA E PAULA E TER SE DESENVOLVIDO DE UMA MELHOR FORMA,MAS CREIO QUE O QUE A HORTENCIA TEVE DE EXCEPCIONAL COMO JOGADORA ESTA DEIXANDO A DESEJAR COMO DIRIGENTE.DEVERIA COPIAR O EXEMPLO DO BASQUETE MASCULINO E DO HANDEBOL FEMININO E TRAZER ALGUM TREINADOR ESTRANGEIRO,DE PREFERENCIA AMERICANO POIS NOSSO ESTILO DE JOGO E MAIS SEMLHANTE AO AMERICANO DO QUE O EUROPEU PARA ALEM DA SELEÇAO COLOCAR NOVAS IDEIAS NO TRABALHO DE BASE.QUANTO A MONTANHA DE DINHEIRO JOGADA NAS MAOS DO COB NAO VAI RESOLVER MUITO,POIS GRANDE PARTE DESSE DINHEIRO SE PERDE NA CORRUPÇAO NAS CONFEDERAÇOES.ACHO QUE SERIA MAIS UTIL USAR ESSE DINHEIRO NA FORMA DE INCENTIVOS FISCAIS ESTIMULANDO EMPRESAS A FINANCIAR PROJETOS DE FORMAÇAO DE ATLETAS,EM CATEGORIAS DE BASE E POSTERIORMENTE NO PATROCINIO DESSES ATLETAS.

  • Parabéns pelo artigo, e parabéns por chamar atenção ao handebol, pois a modalidade de fato merece mais espaço na mídia.

    Só fico triste em constatar que, caso não ganhe a tão sonhada medalha (seja qual for), nosso esporte vai continuar do mesmo jeito que sempre foi: Sem uma gestão apropriada, sem apoio de instituições privadas, e consequentemente sem resultados expressivos.

    Sabemos que a parceria realizada pela CBhB é a principal responsável pelos resultados do momento. Esta é uma seleção brasileira como nunca antes, que possui jogadoras experientes, justamente pela vivência européia que se tornou constante.
    No entanto, é preciso perceber que esta é apenas UMA GERAÇÃO. Uma geração que vai passar um dia. E depois disso eu tenho muito medo. Medo de que o handebol brasileiro volte ao segundo nível, como sempre foi.

    Afinal de contas, apesar de sermos o esporte mais praticado nas escolas entre as meninas, o que ainda vemos é um desperdício de futuras atletas. Vemos alunas com potencial absurdo, mas sem local para treinar… Pois não existem, em toda a extensão do nosso país, campeonatos escolares competitivos, clubes para que se direcionem as atletas, e muito menos incentivo real para o desenvolvimento do esporte universitário.

    Fico feliz, portanto, que hajam clubes bem preparados em São Paulo e no Sul do país… Pois infelizmente nos outros cantos do nosso Brasil nunca houve apoio para se desenvolverem potenciais atletas. Temos apenas clubes formadores, que exportam jovens para esses microcentros de handebol.

    Enquanto não existir no Brasil APOIO AO HANDEBOL, em várias partes do país, continuaremos com um potencial de desenvolvimento da modalidade limitado, e centralizado aos polos atuais.

    Volto a dizer… Nosso país tem TUDO para ser uma potência no esporte… Milhões de praticantes na base… Profissionais mais do que competentes no cenário nacional… Porém não se dá a estes profissionais as condições necessárias para que se desenvolvam os atletas.

    FALTA APOIO AO HANDEBOL… QUEM SABE DEPOIS DESTAS OLIMPÍADAS O FUTURO DA MODALIDADE DEIXE DE SER TÃO NEGRO A LONGO PRAZO…

    QUE VENHA A MEDALHA MAIS IMPORTANTE DA HISTÓRIA DAS OLIMPÍADAS PARA O HANDEBOL BRASILEIRO.

    • janca

      Mas ganhando ou não ganhando medalha o esporte tem que ser trabalhado estrategicamente não só para 2016, mas por ser uma modalidade tão praticada na base, nas escolas, e que vinha sumindo quando se tratava de alto rendimento. E não só o handebol feminino, o masculino, que não conseguiu vaga pra Londres, mas tem ótimos atletas também, é outro que devemos focar.

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