A decisão de Hortência



Até hoje tenho sérias dúvidas sobre o corte de Iziane, a ala da seleção brasileira de basquete que foi cortada por Hortência dos Jogos de Londres.

A jogadora desrespeitou as regras ao levar o namorado para dormir no hotel durante a fase de preparação? Sim, mas pelo jeito se arrependeu, pediu mil e uma desculpas e acabou dispensada pela diretora e ex-jogadora Hortência, deixando o Brasil com uma atleta a menos para a disputa da Olimpíada.

Iziane, a meu ver, faz muita falta e poderia ter ajudado as brasileiras nas duas primeiras partidas, derrotas para França e Rússia na Grã-Bretanha.

Sei que não é a primeira vez que causa confusão, mas na anterior, mais grave, a meu ver, a própria Hortência tinha passado a  mão na cabeça dela e perdoado a jogadora, que se recusara a entrar em quadra durante um jogo do Brasil, desobedecendo orientação do técnico.

É estrela? Sim e temperamental. Hortência sabia disso, bem como a comissão técnica da seleção. Optou por mostrar pulso e dar um exemplo às demais ao cortar a ala? Pode ser, mas ainda assim acho que quem sai perdendo é o Brasil. Se Iziane errou _e errou_, pelo menos admitiu o erro e poderia ter seguido para Londres. O que tenho dúvidas é se a direção da confederação não errou também ao mostrar intransigência na hora do corte.

No final será que quem não perde é o basquete brasileiro? Temo que sim, temo que sim. Felizmente no masculino temos Rubén Magnano, um argentino que considero genial, no comando da equipe. E com ele espero que a história seja diferente. Saber dialogar, afinal, também é uma arte. E uma arte que Magnano conhece.



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