Romário em Londres



Tem provocado polêmica nas redes sociais a presença de Romário como comentarista da Record em Londres.

O parlamentar vai ficar na Olimpíada até quando? Não retorna logo após o término do recesso do Congresso? Tem dupla função, deputado e comentarista?

Mesmo que tire licença na Câmara e abra mão de receber salário no período, uma vez eleito deputado é bacana continuar exercendo outras atividades profissionais, como já fizera durante o Pan de Guadalajara, comentando os Jogos para a própria Record e se ausentando do trabalho em Brasília?

Não vou questionar aqui se está comentando bem ou não, mas abordar um outro ponto que acho “interessante”. Desde que José Maria Marin assumiu a CBF e prometeu dar ênfase à tentativa de conquistar a medalha de ouro, ameaçando inclusive tirar Mano Menezes do cargo de técnico se não obtiver o feito, a Record e Romário têm elogiado o dirigente.

Para a Record a atitude de Marin significa mais chances de audiência. Até anúncio para o dia seguinte de possível conquista a emissora já preparou, dizendo que ela sim é pé quente e a Globo, pé frio. Para Romário, que está ligado à emissora do bispo, a atitude de Marin parece significar que ele é um grande dirigente, quando não é.

Coincidência ou não em recente entrevista que deu à revista “Caros Amigos”, o ex-atacante atacou tudo e todos, a política brasileira, seu próprio partido, a Fifa, a organização para a Copa, a imprensa, mas poupou Marin e seu mentor, Marco Polo Del Nero. Sobre os dois, só elogios. Como se fossem dois estadistas. Pelo visto Romário não sabe quem é Marin. Ou, o que seria pior, sabe bem quem é o dirigente. E mesmo assim o trata como se fosse rei. Uma pena. Política, política…



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