Londres congestionada



Três amigos meus chegaram ontem a Londres e contaram ter demorado quase cinco horas para sair do aeroporto, que estava um caos, e se dirigir ao hotel onde estão hospedados.

Alguns podem dizer que o problema, então, não acontece só nos aeroportos brasileiros, como o de Guarulhos, que importante jornalista norte-americano definiu no início da semana como um dos círculos do inferno ou algo do gênero. Mas há uma diferença. Londres recebe os Jogos Olímpicos, São Paulo, neste momento, vive apenas o período de férias escolares, não tem nenhum evento especial. As enormes filas nos nossos aeroportos são de praxe, fazem parte do dia a dia do brasileiro, quando a história poderia ser diferente.

O mesmo vale para o trânsito londrino. Está congestionado? Está. Aos mais de 7 milhões de habitantes da capital inglesa vão se juntar cerca de 1 milhão de visitantes por dia até o final dos Jogos, em 12 de agosto. E parte das ruas ficará fechada para o percurso dos “cidadãos comuns”, priorizando a chamada “família olímpica”. Quando a cidade retomar a rotina normal, o inglês terá uma rede maior de transporte público, já que ampliada por conta dos Jogos, e poderá demorar menos do que a média diária que leva para ir e voltar do trabalho.

Em Londres, o trabalhador perde, em geral, cerca de 1 hora no trânsito. Em algumas cidades do Brasil, como São Paulo e Rio, chega a perder até 4 horas por dia. Isso sim poderia diminuir. Com ou sem Copa no Brasil, com ou sem Olimpíada. Mas que estes dois grandes eventos, um em 2014, o outro em 2016, poderiam ser usados como “pretexto” para melhor a mobilidade urbana no país, poderiam. O povo agradeceria. Se isso fosse feito e sem superfaturamento e sem sobrepreço, claro, enfim, sem nada dessas “coisas” que lemos todos os dias nos jornais. E tempo para isso ainda há. O que falta, talvez, seja vontade política. Vontade e, por que não dizer?, competência também.

 



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