O limite é…



Outro dia conversava com um amigo sobre a essência e a filosofia dos esportes. Ele dizia não entender o porquê de o mundo parar para ver 22 jogadores correndo atrás de uma bola, como se aquilo fosse questão de vida ou morte. O mesmo vale para uma Olimpíada, onde o objetivo talvez seja superar os próprios limites, ou os limites do homem. Alcançar a sonhada _e talvez inatingível_ perfeição.

Como dizem alguns o esporte (e o futebol, em particular) não é a coisa mais importante do mundo, mas certamente é a mais importante entre as menos importantes. Será? Para alguns, talvez.

Pensando nisso e diante da proximidade dos Jogos Olímpicos, que começam semana que vem, deparei-me com um texto de Fernando Sabino que tratava de natação. Ele dizia: “Havia algo de silício naquela longa e obstinada mortificação do corpo para conquistar a vitória. Ou era a simples vaidade humana de ser um animal veloz? Participar de uma disputa (…) para conquistar alguns décimos de segundo? Tudo isso para quê?”

O texto faz parte do livro “Gente”, do próprio Fernando Sabino, lançado em 1975. De lá para cá o esporte ganhou muita força, força econômica, inclusive, e tornou-se lucrativo negócio para alguns. Mas a questão levantada pelo escritor continua. Pois como ele mesmo já dizia “enquanto houver progresso na ciência, haverá progresso na natação”. Pode ser. Mas qual o limite? Sinceramente não sei. Não tenho resposta, como não tenho resposta pra tantas outras questões. Só perguntas.



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