Camisa “suja”?



Estive conversando com especialistas em marketing e gestão esportiva para matérias que estou fazendo e de repente a conversa chegou à falta de um patrocinador master para os dois times mais populares do Brasil. Corinthians e Flamengo têm jogado sem patrocínio master, ou seja, sem um patrocinador principal nas suas camisas.

Por que seria? Por que estão cobrando muito caro? Por que o mercado não está para peixe? Por que não confiam no retorno da exposição ou na administração dos dois clubes? Mas o Corinthians é o atual campeão brasileiro e está na final da Libertadores…

Não houve um consenso nas respostas, mas lembraram que o São Paulo também sofre com a questão e não consegue um patrocinador master.

Um dos problemas apontados foi a “sujeira” no uniforme dos clubes, que pulverizaram os parceiros comerciais, cedendo espaço pra uns na manga da camisa, pra outros no ombro ou no calção, além do cansaço no olhar do público que estaria cheio de tanta propaganda e prefere a camisa limpinha. Sem patrocínio master.

Será? Confesso que não sei. Nem os especialistas em marketing esportivo, cada um com uma teoria diferente.

O que sei é que é legítimo os clubes quererem faturar mais, dividir a camisa e o uniforme entre vários patrocinadores, mas acho estranho não conseguirem um patrocinador master. Corinthians, Flamengo e São Paulo não são os únicos da Série A com problemas. Na B também há dificuldades.

Talvez seja a economia, com a previsão do PIB caindo. Talvez seja a crise europeia, que atinge os chamados mercados emergentes. Talvez seja a falta de visibilidade internacional do futebol brasileiro, cujo campeonato, apesar de vendido para mais de 80 países, é visto em poucos lares mundo afora. Talvez, talvez, talvez… Uma questão pra gente refletir. Porque não tenho a resposta. Que talvez esteja numa mistura de tudo isso.



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