Homenagem a Balotelli



O grande nome da Euro é Mario Balotelli, que tive a oportunidade de ver treinar em Milão há cerca de três anos.

Uma das coisas mais revoltantes da Euro, pra não escrever outra coisa e dizer mil e um palavrões, é saber que ele é chamado de “bastardo italiano”, “negro de merda” e outras coisas do gênero. Até uma faixa dizendo que não existem italianos negros teve de ser arrancada pelos organizadores da Euro, que acontece na Ucrânia e na Polônia.

Autor dos gols que levaram à Itália à decisão do campeonato, domingo, diante da Espanha, Balotelli foi adotado pelo casal Silvia e Francesco Balotelli, quando tinha dois anos de idade. Seus pais biológicos reapareceram há quatro anos, quando ele começou a fazer sucesso e mostrar que tinha talento. Não quis saber deles. Sua família, há 19 anos, é outra.

Aos 21 anos de idade insiste em dizer que é um gênio. E é. Pelo temperamento, pela garra e pelos urros que dá após fazer ou perder um gol. Garoto-problema? Garoto-problema são os outros. E vou torcer muito pela Itália na final. E pela luta de Balotelli contra o racismo, racismo que é um crime revoltante.



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