O impasse santista



A eliminação do Santos da Libertadores e a “volta” do time ao Brasileirão deixam mais claras as mazelas do nosso calendário.

Tão decantado no início do ano, vencedor de um Paulista que pouco representa, desvalorizados que estão os Estaduais no Brasil, o que o Santos fará no segundo semestre?

É o que a diretoria discute nos bastidores. Conquistar o Brasileirão ainda é possível, embora o time esteja emocionalmente abalado e tenha apenas quatro pontos em 18 disputados. Ou seja, já são 14 perdidos, o que não é tão simples num campeonato de pontos corridos.

Domingo, contra o mistão do Coritiba, a equipe deixou o campo sob vaias. A folha de pagamento é alta, especialmente da comissão técnica, é a meta é ficar entre os primeiros do Brasileiro, obtendo vaga para a Libertadores-2013.

Mas não é só essa, não. Parte da diretoria e do grupo que assessora o presidente quer que o time passe de duas a três semanas no exterior, excursionando e exibindo Neymar e cia. na Europa, Estados Unidos ou Ásia.

É um time caro demais pra ficar um semestre todo no Brasil concentrado no Brasileiro. Mas pode perder ainda mais pontos, pontos difíceis de recuperar na reta final.

É um risco que também corre o Corinthians, se perder a final para o Boca. Voltar ao Nacional nas últimas colocações.

Não vale uma discussão continental sobre a duração da Libertadores, cuja fase decisiva coincide com o início do Brasileirão? Talvez, mas antes temos que acertar nossos próprios ponteiros, já que a Copa do Brasil tampouco terminou. E quem a organiza é a CBF, não a Conmebol.



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